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Atualizado às: 04 de janeiro, 2004 - 08h02 GMT (06h02 Brasília)
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Líder das Farc é deportado para a Colômbia
Ricardo Palmera é escoltado por soldados colombianos
Palmera foi preso em uma clínica no Equador

Ricardo Palmera, um dos mais importantes líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), foi deportado na noite do sábado, um dia depois de ter sido preso no Equador.

Palmera, também conhecido como Simon Trinidad, é o integrante de mais alto escalão do grupo rebelde já capturado e teve papel crucial nas fracassadas conversações de paz com o governo colombiano, em 2002.

O governo da Colômbia, que chegou a oferecer uma recompensa de US$ 820 mil por Palmera, comemorou a prisão como uma grande derrota para o movimento rebelde no país.

"A captura desse líder das Farc mostra que o terrorismo não triunfará jamais", disse o presidente colombiano, Alvaro Uribe.

Acusações

Palmera foi capturado em uma clínica em Quito, em uma operação conjunta das polícias colombiana e equatoriana, e agora deve enfrentar uma série de ações, entre elas por assassinato e seqüestro.

Se for condenado, deve passar, no mínimo, 30 anos na cadeia.

Uma autoridade militar da Colômbia afirmou que a captura também foi resultado dos esforços dos Estados Unidos, que também estão envolvidos no conflito civil no país.

"Nós vínhamos seguindo o rastro dele há meses; quando ele chegou à clínica em Quito, aparentemente doente, nós o prendemos", disse à agência de notícias Reuters um comandante da polícia colombiana.

Palmera estaria recebendo tratamento contra leishmaniose.

Família rica

Ao contrário da maioria dos guerrilheiros das Farc, Palmera vem de uma família rica e era gerente de banco antes de ter se juntado aos rebeldes.

Ele subiu rapidamente dentro da hierarquia das Farc, se tornando um dos integrantes do conselho general.

O grupo que reúne 22 líderes comanda cerca de 16 mil guerrilheiros.

As Farc e outro grupo rebelde menor, o ELN (Exército de Libertação Nacional) e os paramilitares de direita vem combatendo uns aos outros na Colômbia há quatro décadas.

Estima-se que mais de 35 mil pessoas tenham morrido nesta luta, apenas na última década.

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