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Atualizado às: 03 de janeiro, 2004 - 20h16 GMT (18h16 Brasília)
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Líder das Farc é preso no Equador
Ricardo Palmera
Se Condenado, Palmera deve cumprir pena de, no mínimo, 30 anos de prisão

Autoridades colombianas anunciaram a prisão de um dos mais importantes líderes do grupo rebelde Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

Segundo a polícia, Ricardo Palmera, mais conhecido como Simon Trinidad, foi preso em uma clínica no Equador, numa ação em conjunto com a polícia equatoriana.

Palmera, o integrante das Farc de mais alto escalão já capturado, teve papel crucial nas fracassadas conversações de paz com o governo colombiano, em 2002.

Para analistas, a prisão representa uma vitória para o presidente Álvaro Uribe, que fez do combate às guerrilhas rebeldes uma prioridade de seu governo.

Série de acusações

Palmera foi preso perto da fronteira com a Colômbia na sexta-feira à noite, quando recebia tratamento em uma clínica no sul da capital equatoriana, Quito.

"Nós vínhamos seguindo o rastro dele há meses; quando ele chegou à clínica, aparentemente doente, nós o prendemos", disse à agência de notícias Reuters um comandante da polícia colombiana.

Palmera recebia tratamento para uma doença grave, possivelmente terminal, informou o correspondente da BBC na Colômbia, Jeremy McDermott.

Segundo ele, Palmera, ao contrário da maioria dos guerrilheiros das Farc, vem de uma família rica e era gerente de banco antes de ter se juntado aos rebeldes.

Palmera subiu rapidamente dentro da hierarquia das Farc, se tornando um dos integrantes do conselho general.

O grupo que reúne 22 líderes comanda o exército de 16 mil guerrilheiros.

Palmera deve ser transferido do Equador para a Colômbia o mais rápido possível, onde ele enfrenta uma série de acusações.

Se for condenado, deve passar, no mínimo, 30 anos na cadeia.

As Farc e outro grupo rebelde menor, o ELN (Exército de Libertação Nacional) e os paramilitares de direita vem combatendo uns aos outros na Colômbia há quatro décadas.

Estima-se que mais de 35 mil pessoas tenham morrido nesta luta, apenas na última década.

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