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Atualizado às: 31 de outubro, 2003 - 04h50 GMT (02h50 Brasília)
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Governo e ELN chegam a impasse sobre reféns
Rebeldes do ELN na Colômbia
O ELN é o segundo maior grupo guerrilheiro da Colômbia

As negociações para a libertação dos sete turistas estrangeiros que vêm sendo mantidos em cativeiro pelo Exército de Libertação Nacional (ELN), na Colômbia, chegaram a um impasse na quinta-feira.

Segundo o bispo de Medelín, monsenhor Alberto Giraldo Aramedio, o governo colombiano e os guerrilheiros não conseguem chegar a um acordo sobre a libertação dos turistas presos desde 12 de setembro.

Segundo o representante católico, o ELN se recusa a soltar todos os reféns de uma só vez, como quer o governo.

Os guerrilheiros propõem a libertação de um turista de cada vez, a ser iniciada com a entrega do espanhol Asier Huegun Etxeberría, de origem basca.

O impasse aumentou os temores de que os turistas não comecem a ser libertados na semana que vem, como havia sido anunciado.

Retrocesso

Na semana passada, os mediadores católicos afirmaram que o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, aceitara as condições impostas pelo ELN.

Segundo os religiosos, faltava apenas a resolução de impedimentos jurídicos para garantir a libertação do porta-voz do ELN, Francisco Gálan, preso na penitenciária de segurança máxima de Itagüí, nos arredores de Medelin, para que ele pudesse integrar a comissão que receberia os seqüestrados.

O anúncio da libertação iminente dos turistas também tinha sido feito pelo bispo de Medelín, depois de negociações com o líder do ELN, Francisco Galán, que está preso na prisão de segurança máxima de Itagüí, nos arredores de Medelín.

Além de Etxeberría, estão presos quatro israelenses, um alemão e um britânico. Os turistas fazem parte de um grupo de 16 detidos quando faziam uma trilha na Sierra Nevada em 12 de setembro.

Fuga

Oito foram libertados em seguida, e dias depois um britânico que continuava preso conseguiu escapar dos guerrilheiros.

Ele já está com a sua família na Grã-Bretanha.

Os reféns deverão ser recebidos por uma comissão formada por padres católicos, um integrante das Nações Unidas e dois comandantes da guerrilha.

Os rebeldes já haviam prometido soltar o espanhol, em um gesto de solidariedade com os separatistas bascos, mas acabaram mudando de idéia, dizendo que o governo não lhes daria as garantias necessárias.

O presidente Uribe afirmou que não vai permitir que o seqüestro se transforme em um "show internacional".

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