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Padres tentam negociar com rebeldes na Colômbia
Três padres foram para as montanhas de Serra Nevada, na Colômbia, com o objetivo de negociar com os guerrilheiros de esquerda que mantêm sete turistas em cativeiro. Os padres preferiram manter a sua rota em segredo para impedir que mais de mil soldados colombianos, que procuram os seqüestrados, sigam o seu caminho. Na semana passada, integrantes do segundo maior grupo rebelde da Colômbia, o ELN (Exército de Libertação Nacional), afirmaram que deixariam os padres conversarem como os seqüestrados como um primeiro passo rumo a negociações. Os turistas (quatro israelenses, um espanhol, um alemão e um britânico) foram seqüestrados no dia 12 de setembro quando realizavam uma caminhada pelas ruínas da Cidade Perdida na costa caribenha da Colômbia, a cerca de 950 quilômetros ao norte da capital Bogotá. Um oitavo seqüestrado, o britânico Matthew Scott, de 19 anos, conseguiu fugir e regressou à Grã-Bretanha. A Igreja Católica colombiana afirmou que o assunto precisa ser tratado com extremo cuidado e prudência. Já o governo da Colômbia prometeu continuar as buscas. Na semana passada, o ELN disse que gostaria de uma "solução pacífica" para o impasse e afirmou estar aberto a negociações. A cúpula da Igreja colombiana vem participando do diálogo com os líderes do grupo rebelde. Diplomatas cubanos, franceses, noruegueses, espanhóis e suíços baseados em Bogotá formaram um grupo de amigos da Colômbia para também tentar promover o diálogo entre governo e ELN. Estima-se que o ELN tenha cerca de 4,5 mil integrantes, perdendo apenas em número para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com 17 mil guerrilheiros. Um ex-padre, Manuel Perez, foi um dos líderes do ELN até morrer em 1999. |
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