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Farc negam ter seqüestrado estrangeiros
O principal grupo rebelde da Colômbia, as Farc – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – afirmou que os oito turistas seqüestrados no país na semana passada não estão em seu poder. As Farc haviam sido responsabilizadas pelo seqüestro de quatro israelenses, dois britânicos, um alemão e um espanhol que desapareceram na sexta-feira. O correspondente da BBC na Colômbia, Jeremy McDermott, disse que a suspeita agora recairá sobre o outro grupo rebeldes do país, o Exército de Libertação Nacional (ELN), assim como nos grupos paramilitares de direita e traficantes de drogas que operam na região de Sierra Nevada, onde os turistas teriam sido seqüestrados. A maior parte dos 3 mil casos de seqüestros registrados na Colômbia todos os anos são realizados pelas Farc, que usa o dinheiro que é muitas vezes pago pelo resgate para financiar a guerra civil que já dura 39 anos. Milhares de soldados estão à procura dos turistas. Sandálias Mais cedo na terça-feira, um turista australiano falou sobre como ele teria escapado de também ter sido seqüestrado. Mark Tuite e sua mulher estavam entre os cinco turistas estrangeiros que foram deixados para trás pelos rebeldes. Tuite, de 33 anos, acredita que ele tenha sido deixado pra trás porque os sapatos que ele estava usando não eram apropriadas para uma longa jornada pela mata e porque ele e a mulher poderiam ter defendido um ao outro. Eles contaram que o grupo foi acordado na sexta-feira cedo por homens fortemente armados e vestidos em uniformes que os diziam que eles seriam levados para um lugar seguro porque teria havido um tiroteio no local. "Nós arrumamos as nossas malas, e eles começaram a reclamar do fato de nós estarmos usando apenas sandálias", conta Tuite. "Eles diziam: 'Vocês têm de colocar sapatos bons, porque nós vamos ter uma curta, mas rápida caminhada'. Nós dissemos que não, que as sandálias eram os únicos sapatos que tínhamos", diz o australiano. 'Profissionais' Tuite disse que dois casais e um outro turista foram então separados do grupo, tiveram suas mãos e pernas atados e foram trancados em um quarto. "Pelo que nos contaram, eles não gostam de lidar com casais, porque os casais geralmente se defendem e criam mais problemas do que uma pessoa que está sozinha", afirmou. "Eles foram educados, mas firmes, se você entende o que eu estou dizendo. Eles pareciam ser muito profissionais, como uma máquina bem lubrificada". "Quando nós voltamos para dentro da barraca e eles nos amarraram, eles tiraram as nossas sandálias e o fizeram melhor que um vendedor de sapatos teria feito", completou. |
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