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Uribe aceita condições para libertação de reféns
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, aceitou na terça-feira as condições impostas pelo Exército de Libertação Nacional (ELN) para libertar os sete turistas estrangeiros que o grupo mantém como reféns desde 12 de setembro. O anúncio foi feito pelo padre Darío Echeverri, da Comissão Nacional de Conciliação da igreja Católica colombiana, que mediou as conversas. "O presidente Álvaro Uribe está a par da vontade do ELN, e os dois lados são a favor da libertação. Há 'sinal verde' e boa vontade de ambas as partes. Veremos como vamos resolver alguns pontos", disse Echeverri. Esses pontos dizem respeito, principalmente, a impedimentos jurídicos para garantir a libertação do porta-voz do ELN, Francisco Gálan, preso na penitenciária de segurança máxima de Itagüí, nos arredores de Medelin, para que ele possa integrar a comissão que receberá os seqüestrados. Na terça-feira, os mediadores se reuniram com o presidente Uribe e com o alto-comissário de Paz, Luiz Carlos Restrepo, para apresentar-lhes as condições dos rebeldes. Negociações Echeverri e os outros integrantes da igreja Católica se encontraram na segunda-feira com Francisco Galán para discutir as condições de libertação dos reféns. Os rebeldes dizem que os seqüestrados serão libertados um por um, e o primeiro, na semana que vem, será Asier Huegun Etxeberría, um espanhol da região basca. O anúncio da libertação iminente dos turistas foi feito pelo bispo de Medelín, monsenhor Alberto Giraldo Aramedio, depois de negociações com o líder do ELN, Francisco Galán, que está preso na prisão de segurança máxima de Itagüí, nos arredores de Medelín. Além de Etxeberría, estão presos quatro israelenses, um alemão e um britânico. Os turistas fazem parte de um grupo de 16 detidos quando faziam uma trilha na Sierra Nevada em 12 de setembro. Fuga Oito foram libertados em seguida, e dias depois um britânico que continuava preso conseguiu escapar dos guerrilheiros. Ele já está com a sua família na Grã-Bretanha. Os reféns deverão ser recebidos por uma comissão formada por padres católicos, um integrante das Nações Unidas e dois comandantes da guerrilha. Os rebeldes já haviam prometido soltar o espanhol, em um gesto de solidariedade com os separatistas bascos, mas acabaram mudando de idéia, dizendo que o governo não lhes daria as garantias necessárias. O presidente Uribe afirmou que não vai permitir que o seqüestro se transforme em um "show internacional". |
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