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Irlanda assume a presidência da União Européia
A Irlanda assume a presidência rotativa da União Européia nesta quinta-feira, herdando uma tarefa árdua depois de um mandato italiano bastante criticado. A Irlanda vai presidir a UE durante a maior expansão do bloco, com o ingresso de dez países do Mediterrâneo e do leste europeu, a ser realizada em maio. Mas a Irlanda também vai ter que lidar com o que sobrou depois do fracasso das negociações para criar a primeira Constituição do bloco. O primeiro-ministro irlandês, Bertie Ahern, advertiu nesta quinta-feira que vai levar tempo para resolver o assunto. Reflexões "Depois do colapso é tempo de refletir", disse ele. "Nossa tática será partir do ponto deixado pelos italianos, para tentar, antes de mais nada, assegurar que os compromissos já assumidos serão mantidos. Só então vamos testar o terreno com os outros países e ver que progresso poderá ser alcançado." "É uma tarefa longa e acredito que isso seja inevitável num processo como esse. É uma mudança fundamental." Mas Ahern disse acreditar num acordo. "Estou confiante que vamos adotar uma Constituição", afirmou ele, "mas penso que são questões fundamentais que ainda têm que ser resolvidas". Muitos acreditam que um acordo final sobre a Constituição pode ser difícil de ser alcançado até o fim do ano, disse o correspondente da BBC em Bruxelas, Oana Lungescu. Outros assuntos Outros eventos na União Européia – incluindo as eleições parlamentares em junho e o fim do mandato dos atuais comissários europeus – também devem desviar a atenção da Constituição. Ahern marcou o início formal da presidência irlandesa no bloco hasteando a bandeira européia no Castelo de Dublin, nesta quinta-feira.
Com baixas taxas de aprovação da União Européia em vários países, a expectativa é que Ahern tente mudar o rumo do bloco em direção a melhorias no desempenho econômico e melhor coordenação nas políticas de asilo e imigração, disse o correspondente da BBC em Bruxelas. O premiê também pretende usar as tradicionais ligações entre os Estados Unidos e a Irlanda para tentar melhorar as relações entre Washington e a União Européia, estremecidas por causa da guerra com o Iraque e disputas comerciais. Relações internacionais, prevenção de conflitos, direitos humanos e desenvolvimento da África também serão prioridades. A presidência italiana na União Européia foi marcada por gafes diplomáticas cometidas pelo primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, cujo estilo de negociação foi responsabilizado pelo fracasso da Constituição, na opinião de alguns analistas. |
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