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Berlusconi adverte para Constituição feita às pressas
O primeiro-ministro da Itália, Sílvio Berlusconi, que ocupa a presidência rotativa da União Européia, disse nesta sexta-feira que é melhor não haver acordo para uma nova Constituição européia do que ter um acordo ruim. A afirmação foi feita na cúpula da União Européia que se realiza durante todo o fim de semana na capital belga, Bruxelas. "Se (as negociações) não forem concluídas até a manhã de domingo, será melhor continuar (conversando) do que fazer um acordo ruim", afirmou Berlusconi. A reunião pode acabar em impasse por causa de uma disputa de poder entre os países maiores e os de médio porte. Uma nova Constituição é considerada vital para a expansão da União Européia, que hoje conta com 15 países-membros e deve receber dez outros em maio próximo. Votos O maior desafio da reunião será conciliar a proposta de nova Constituição e um acordo acertado na cidade francesa de Nice há três anos que previa que Espanha e Polônia teriam um poder de voto substancial. A Polônia e a Espanha receberam a promessa, na reunião de cúpula de Nice, em 2000, que cada um teria direito a 27 votos no poderoso Conselho de Ministros da União Européia. A Alemanha, que tem o dobro da população da Polônia ou da Espanha, teria 29 votos. A proposta de Constituição, no entanto, muda esse sistema de votação e a Alemanha ficaria com muito mais votos. Representantes da Espanha indicaram que há espaço para concessões, mas os da Polônia se mantém firme em face à pressão dos países maiores. Outra polêmica envolve as decisões tomadas pela maioria e aquelas em que um país pode exercer o direito a veto. |
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