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Crise no Irã também divide Europa e EUA
O secretário americano de Estado, Colin Powell, criticou o rascunho de uma resolução da União Européia a respeito do programa nuclear do Irã por não ser severa o bastante. Powell disse que teve uma ''discussão justa'' com ministros do Exterior da União Européia em Bruxelas, a respeito do assunto. Os Estados Unidos querem que o Irã seja apontado como contraventor de suas obrigações nucleares, uma medida que pode levar a sanções da ONU. A declaração da União Européia foi submetida à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que se reúne na quinta-feira para discutir a situação do Irã. Desacordo Falando durante uma entrevista coletiva em Bruxelas, Powell se disse satisfeito com o fato de que o ''Irã parece estar indo na direção certa''. Mas ele acrescentou que os Estados Unidos não acreditam que o governo iraniano abandonou todos as iniciativas para produzir armas nucleares. O rascunho do texto criticado por Powell foi escrito pela Grã-Bretanha, Alemanha e França. ''Temos algumas reservas...sobre se a resolução é forte o bastante para explicar ao mundo as dificuldades que temos tido com o Irã nos últimos anos", disse Powell. Diplomatas que já viram o texto afirmaram que os três países europeus pressionaram para uma posição menos severa, que reflita a nova posição do governo iraniano, de suspender o enriquecimento de urânio e aceitar as inspeções da AIEA. Mas, segundo correspondentes, a afirmação de Powell reflete o desacordo entre Estados Unidos e Europa em relação ao Irã. Enquanto Washington está pressionando para que o Irã seja levado ao Conselho de Segurança da ONU, a visão européia é de um compromisso construtivo com o Irã, dar ao país uma chance de trabalhar. |
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