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Atualizado às: 13 de dezembro, 2003 - 14h19 GMT (12h19 Brasília)
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Saiba o que estava em jogo na cúpula da União Européia
bandeira da UE
Nova constituição vai definir futuro da União Européia

Os líderes da União Européia (UE) se reuniram em Bruxelas para discutir o futuro do bloco.

Em debate, a nova Constituição européia proposta para entrar em vigor depois da entrada de dez países no bloco em maio do ano que vem.

A nova Constituição visa evitar que o sistema de decisões fique paralisado quando o número de integrantes da UE passar dos atuais 15 para 25 países.

A seguir, as principais questões envolvendo a união dos países.

Qual a importância da reunião de cúpula?

A partir de 1º de maio de 2004, a UE terá uma população de cerca de 450 milhões de pessoas, que representam um quarto da população do planeta.

A região já é um importante ator no jogo político mundial, repassando 7 bilhões de euros (cerca de R$ 25 bilhões) por ano em ajuda aos países mais pobres e a programas sociais.

As negociações em Bruxelas tinham o objetivo de definir se a Europa vai se tornar mais dinâmica e uma fonte de crescimento econômico no mundo.

Também estava em jogo quem vai reter mais poder no bloco, que poderá ser dominado pelos países grandes, como Alemanha, França e Grã-Bretanha, ou seguir políticas de interesse comum.

Qual a principal divergência?

O peso dos votos de cada país na tomada de decisões pelo poderoso Conselho de Ministros da UE é a maior divergência entre os países.

A Polônia e a Espanha se opõem firmemente à proposta da Constituição que prevê que uma decisão será aprovada quando tiver o apoio de 50% dos países membros, representando 60% da população da UE.

Os dois países acham que com esse sistema, países grandes como a Alemanha (que tem o dobro da população da Polônia ou da Espanha) vão dominar o sistema decisório.

Já existe acordo sobre o número de representantes de cada país na Comissão Européia (CE, o braço executivo da UE). O acordo prevê que cada um dos 19 países menores terá um representante.

Qual será a relação entre a UE e religião?

Um grupo de países, entre eles Polônia, Espanha e Irlanda, quer que o preâmbulo da Constituição inclua menções à tradição cristã ou judaico-cristã da Europa Ocidental.

Outros países se opõem firmemente, porque defendem uma separação rígida entre Igreja e Estado.

Como será o sistema de veto?

A proposta de Constituição reduz o número de áreas em que os países têm direito a veto e em que as decisões serão tomadas com aprovação da maioria.

Países como a Grã-Bretanha defendem a manutenção do direito a veto em áreas fundamentais, como política externa, defesa e tributação.

Qual será a força militar da UE?

A Alemanha, a França e a Grã-Bretanha fecharam um acordo sobre uma proposta nessa área que ganhou apoio da maioria.

A UE terá uma pequena capacidade de planejamento militar para que possa fazer operações sem depender da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan, a alinça militar ocidental liderada pelos Estados Unidos).

Mas a Constituição deve enfatizar que a Otan continua como o pilar da defesa da Europa.

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