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Ministros europeus buscam acordo sobre Constituição
Ministros das Relações Exteriores da União Européia (UE) estão reunidos em Nápoles, na Itália, para tentar chegar a um acordo sobre a adoção de uma Constituição para o bloco. Ainda há muitos pontos de desacordo, entre eles questões de controle de política externa, o peso relativo dos países no processo de decisão e até mesmo uma polêmica sobre se deve ou não haver menção sobre o cristianismo na futura Carta da União Européia. Na quinta-feira, o chanceler britânico, Jack Straw, ameaçou rejeitar totalmente a proposta se os países-membros perderem o seu direito a veto sobre assuntos de política externa. A Itália, que ocupa a presidência rotativa da UE, espera que os 15 integrantes do bloco encontrem um acordo até o próximo mês. Os analistas dizem, no entanto, que a previsão das autoridades italianas é otimista demais. Novos membros Com uma Constituição, a UE busca acertar o passo para facilitar os seus processo burocráticos, que prometem ficar mais complicados com a entrada de dez novos países do Leste Europeu no bloco em 2004. A Espanha e a Polônia tentam evitar uma redução no seu número de votos nos processos de decisão interna, e alguns países menores se esforçam para continuar a ter representantes na Comissão Européia. O correspondente diplomático da BBC, Barnaby Mason, afirma que as divergências são tantas que a tarefa italiana de levar os países a um acordo é quase impossível. Como pano de fundo para a reunião em Nápoles está a derrota da Comissão Européia (órgão executivo da UE) em sua queda-de-braço com a França e a Alemanha. Os dois países não respeitaram os limites de déficit fiscal determinados pela Comissão Européia – na prática, enfraquecendo os poderes da comissão perante os países-membros do bloco. |
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