|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
EUA tentam renegociar dívida externa de US$ 120 bi do Iraque
O enviado americano James Baker inicia uma série de reuniões na Europa com os maiores credores do Iraque para reestruturar a dívida de US$ 120 bilhões do país. O primeiro encontro é com o presidente francês, Jacques Chirac, nesta terça-feira. Mais tarde na semana, ele se encontra com chefes de governo na Alemanha, Rússia, Itália e Grã-Bretanha. Os Estados Unidos acreditam que a reconstrução do Iraque será inviabilizada financeiramente se não houver um perdão da dívida em grande escala. Alguns credores questionam se o Iraque realmente necessita receber um tratamento preferencial já que tem vastas reservas de petróleo, diz o correspondente da BBC Mark Gregory. Posição ilegal Ele diz que os momentos de maior tensão na viagem de Baker acontecerão nas visitas à França, Rússia e Alemanha, três dos credores mais importantes. Os países não apoiaram a guerra no Iraque e foram ainda mais alienados na semana passada, quando Washington anunciou que apenas empresas dos países-membros da coalizão poderiam competir pelos contratos de reconstrução do país, que valem cerca de US$ 18 bilhões. Gregory diz, no entanto, que os três países estão dispostos a melhorar a relação com os Estados Unidos. Na segunda-feira, o ministro francês das Relações Exteriores, Dominique de Villepin, disse ser possível chegar a um acordo sobre parte da dívida iraquiana em 2004, usando os mecanismos do Clube de Paris (de credores). Outro objetivo da viagem de Baker será aplacar a insatisfação européia com a administração Bush quanto aos contratos de reconstrução. A posição americana foi condenada pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, e considerada ilegal pela União Européia. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||