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Pela Convenção de Genebra, Saddam pode ficar calado
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, disse que, enquanto advogados discutem qual a situação legal do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, ele será tratado como prisioneiro de guerra, segundo as normas estabelecidas pela Convenção de Genebra. Segundo o documento, que regula o tratamento que deve ser dado aos prisioneiros de guerra, estes não são obrigados a fornecer informações ao país que os capturou e podem ter acesso constante a representantes da Cruz Vermelha. A Cruz Vermelha Internacional é a organização que verifica se as regras da convenção estão sendo cumpridas por países que prendem combatentes durante um conflito. Em entrevista ao programa 60 Minutos, da rede de televisão americana CBS, Rumsfeld disse que, se a participação de Saddam nos ataques às tropas da coalizão for comprovada, ele poderá receber uma classificação diferente e ser julgado de outra forma. Convenção O prisioneiro de guerra não é considerado um criminoso, mas um soldado inimigo capturado em combate. A convenção também prevê que os prisioneiros de guerra tenham seus direitos humanos respeitados. A convenção, da qual os Estados Unidos fazem parte, foi assinada em 1949 e passou a vigorar no ano seguinte. Nos últimos 50 anos, ela foi reformulada várias vezes. Os americanos dizem que Saddam Hussein se recusou a dar qualquer informação de inteligência desde sua captura no sábado à noite. Segundo Rumsfeld, o ex-líder iraquiano, apesar de prestativo, não estava cooperando com os interrogatórios. |
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