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Americanos 'apoiariam pena de morte'
Um funcionário de alto escalão do Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que o país apoiaria a imposição da pena de Morte para Saddam Hussein, se um tribunal iraquiano aprovasse a sentença. Contudo, o funcionário, que não quis se identificar, disse que o veredicto só seria aceito pelos Estados Unidos se fosse o resultado de um julgamento justo e transparente. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que Saddam Hussein será julgado em público, e que os americanos vão ajudar os iraquianos no procedimento. O ex-presidente iraquiano, que continua sendo interrogado pelas forças americanas em um local não revelado, pode responder a acusações que incluem genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. Conselho de Segurança De acordo com o correspondente da BBC em Washington Jon Leyne, o mesmo funcionário do Departamento de Estado informou que ainda pode demorar algum tempo até que Saddam seja julgado, por causa de uma série de empecilhos dos pontos de vista legal e técnico. Um desses problemas, segundo o funcionário, é o fato de o Iraque não ter um lugar seguro para manter prisioneiro o ex-presidente. Nesta terça-feira, o Conselho de Segurança da ONU tem uma reunião para discutir futuros planos para o Iraque - apenas dois dias depois do anúncio da captura do ex-presidente do país. A expectativa é que o Conselho analise um cronograma para devolução mais rápida do governo do Iraque aos iraquianos, que já foi aprovado pela coalizão militar liderada pelos Estados Unidos e pelo Conselho de Governo transitório do Iraque. Nesta terça-feira, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, descartou a possibilidade de apoiar uma possível decisão de condenar Saddam Hussein à morte. Pesquisa Nos Estados Unidos, a primeira pesquisa de opinião feita depois da captura de Saddam Hussein indica que o presidente George W. Bush pode estar se fortalecendo politicamente com a prisão. Um levantamento do instituto Gallup, por exemplo, indica que, entre os 10% de eleitores que estão indecisos quanto ao candidato que escolherão nas eleições presidenciais do ano que vem, quase 5% disseram que, com a prisão de Saddam, estão mais inclinados a votar em Bush. Esse é pode ser um golpe duro para os democratas que apoiam a candidatura do ex-governador do Estado de Vermont, Howard Dean - que lidera as pesquisas de intenção de vota entre os pré-candidatos em vários Estados. Em um discurso, Dean manteve sua posição contrária à guerra no Iraque e disse que os Estados Unidos não são um lugar mais seguro por causa da prisão do ex-líder iraquiano. Um outro pré-candidato, porém - o ex-candidato a vice-presidente na chapa democrata de 2000, Joe Lieberman -, acusou Dean de defender políticas que teriam mantido Saddam Hussein no poder, não na prisão. |
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