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Atualizado às: 28 de novembro, 2003 - 11h31 GMT (09h31 Brasília)
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Iraque: por um punhado de dólares


Ivan Lessa

O Exército americano já pagou mais de US$ 1,5 milhão aos civis iraquianos que ficavam chateando nos quartéis pedindo indenização pelas mortes, ferimentos e danos de seus pais, filhos e irmãos.

A principal causa apontada não era insurgência – que é como os aliados da coalizão dos britânicos se referem à luta de guerrilha –, mas sim erros crassos provocados por ignorância ou negligência dos soldados americanos.

Uma quantidade mais do que razoável de famílias iraquianas vem relatando como e quando soldados americanos mataram a tiros, ou feriram, civis desarmados sem o menor motivo. A polícia iraquiana confirma o fato. As autoridades americanas prestigiam a polícia iraquiana.

Na terça-feira desta semana, o Exército americano em Bagdá admitiu, pela primeira vez, que um total de US$ 1.540,050 fora pago, até o dia 12 de novembro, por casos de injúria pessoal, morte ou danos a propriedade.

Isso representa uma parcela correspondente a 10.402 queixas oficiais, todas elas tramitando no que há de lei no país: ou seja, como se disse no início, ficar chateando os americanos nos quartéis.

As autoridades responsáveis pela ocupação do país não esclareceram quantas queixas foram atendidas, mas, na batalha pela conquista de "corações e mentes", conforme gostam de dizer, "os Estados Unidos pagam por injúrias pessoais, mortes acidentais e danos à propriedade", lembrou um porta-voz oficial.

Os pagamentos, seja lá pelo que for – injúrias pessoais, mortes acidentais e danos à propriedade –, não somam mais do que umas poucas centenas de dólares no máximo. Em certos casos, as famílias são obrigadas a assinar um termo de responsabilidade, comprometendo-se a não exigir mais compensação.

Até agora, nenhum soldado americano foi processado pela morte ilegal de civis iraquianos e o comando das forças de ocupação se recusa sequer a contar, quanto mais divulgar, o número de civis mortos ou feridos por seus soldados.

Os tribunais iraquianos, graças a uma ordem expedida em junho, estão proibidos de julgar casos contra soldados americanos ou quaisquer outros soldados ou autoridades estrangeiras sediadas no Iraque.

O aumento da luta de guerrilha prossegue. Os americanos não entendem porquê.

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