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Movimento anti-Bush espera reunir 100 mil em marcha
Líderes do movimento anti-guerra esperam realizar o maior protesto contra a visita do presidente americano, George W. Bush, à Grã-Bretanha nesta quinta-feira, quando Bush deverá se reunir com o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Entre os temas que deverão ser discutidos no encontro entre Bush e Blair, estão a administração e os problemas do Iraque pós-guerra; a situação legal de cidadãos britânicos presos no presídio americano de Guantanamo, em Cuba; e a disputa na Organização Mundial de Comércio sobre a sobretaxa que o governo americano impôs ao aço importado. A coalizão Stop the War (Pare a Guerra), que está organizando as manifestações, espera reunir até 100 mil pessoas na marcha Stop Bush (Contenha Bush). Os manifestantes devem passar por vários pontos do centro de Londres, incluindo o Parlamento, mas não poderão chegar perto do local do encontro, o gabinete de Tony Blair, em Downing Street, onde há um grande esquema de policiamento para proteger o presidente americano. Segurança A polícia londrina disse que, até agora, os protestos foram feitos de forma organizada com 31 pessoas detidas por mau comportamento. O ministro do Interior britânico, David Blunkett, anunciou uma revisão do sistema de segurança no Palácio de Buckingham depois que foi divulgado que o repórter de um tablóide inglês foi empregado usando uma referência falsa e trabalhado próximo à família real por dois meses, É possível que Bush nem veja os cartazes e manifestações de hostilidades preparadas para ele. Está programada, por exemplo, a derrubada de uma estátua improvisada do presidente americano, de seis metros de altura, em Trafalgar Square – um ato para simular de forma simbólica a derrubada da estátua de Saddam Hussein após a tomada de Bagdá, em abril. A marcha deverá partir às 14h (12h, horário de Brasília) e os organizadores pretendem manter os protestos até as 19h para permitir a participação do maior número de pessoas possível. Antiguerra A expectativa do movimento antiguerra é que os protestos desta quinta-feira sejam os maiores já realizados na Grã-Bretanha em um dia de semana. Mas a polícia vai estar de olho também para grupos menores de manifestantes que tentarão furar a barreira policial para se sentar no meio da rua, prejudicando o trânsito e fisicamente tentando atrapalhar a visita de Bush. Numa demonstração à parte, manifestantes vão se vestir com macacões laranja, como os usados no presídio americano de Guantanamo, em Cuba, para protestar contra a prisão de nove britânicos que estão no local. Em relação a Guantanamo, o secretário de Estado americano, Colin Powell – que também está em Londres – disse que os britânicos presos na base cubana poderão ser enviados à Grã-Bretanha para julgamento. Depois do encontro, Bush e Blair devem se encontrar com representantes de países africanos para discutir formas de combater a epidemia de HIV/Aids. |
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