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Bush em Londres terá segurança 'sem precedentes'
Um esquema de segurança "sem precedentes" está sendo organizado para a visita do presidente americano, George W. Bush, à Grã-Bretanha. Um número extra de policiais já está de prontidão em portos e aeroportos e nos terminais de chegada dos trens do Eurostar que saem da França. A polícia também vai se reunir com a Stop the War Coalition (Coalizão Pare a Guerra) para discutir o trajeto da marcha de protesto marcada para quinta-feira, em que dezenas de milhares de pessoas deverão comparecer. Bush disse que não está preocupado com os protestos. Ele afirmou que apóia o direito à liberdade de expressão e espera que a viagem seja "fantástica". Sem imunidade A Scotland Yard é responsável por organizar a segurança durante a visita de Bush, que começa na terça-feira, e a instituição disse que vai usar todas as suas unidades armadas na operação. A Yard disse que 5 mil funcionários estarão nas ruas. O presidente americano também vai contar com a proteção de seguranças armados vindos dos Estados Unidos. Eles não terão imunidade diplomática e vão ser processados caso atirem contra alguém, prometeu o Ministério do Interior da Grã-Bretanha, contrariando pedidos da Casa Branca. No momento, existe uma divergência entre a polícia e a Stop the War Coalition sobre o percurso que a passeata deve fazer. Trajeto A coalizão insiste em passar em frente à residência oficial do primeiro-ministro Tony Blair e perto do Parlamento britânico. Mas isso não deverá ser permitido por temores de segurança. A Stop The War Coalition diz acreditar que os recentes alertas contra possíveis ataques terroristas foram divulgados como uma forma de impedir que os manifestantes compareçam ao protesto. "Parece que há muitos sinais de fumaça no momento e eu me pergunto se isso não está sendo feito pelas mesmas pessoas que alertaram quanto às armas de destruição em massa no Iraque", disse um porta-voz do grupo. Protestos Outros protestos estão sendo organizados durante a visita de quatro dias do presidente Bush à Grã-Bretanha. Entre eles, um veterano da guerra do Vietnã vai entregar a Tony Blair um documento com 100 mil assinaturas pedindo o cancelamento da visita de Bush à Grã-Bretanha. O prefeito de Londres, Ken Livingstone, estará organizando uma festa pela paz na quarta-feira, em que muitos grupos opostos à guerra no Iraque estarão presentes. Na contagem regressiva da chegada de Bush, o primeiro-ministro Tony Blair defendeu não só a ação militar no Iraque quanto a visita do presidente americano. Apoio e crítica Ele disse que a viagem era uma oportunidade ideal para celebrar a liberdade, a segurança e um "futuro melhor, mais próspero e pacífico" para o Iraque. Mas o ex-líder do governo no Parlamento britânico Robin Cook, que renunciou à liderança por causa da guerra no Iraque, disse que Bush não aprendeu nada do que "deu claramente errado" no Iraque. "Se o presidente Bush não aprendeu a lição, há o risco de que ele nos peça para fazer a mesma coisa novamente em outro país", acrescentou Cook. |
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