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Atualizado às: 17 de novembro, 2003 - 17h41 GMT (15h41 Brasília)
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Agentes dos EUA e britânicos vão proteger Bush
George W. Bush
Vigilância constante: agentes do Serviço Secreto nunca deixam o presidente sozinho

O esquema de segurança armado para a visita de Estado do presidente americano, George W. Bush, à Grã-Bretanha envolverá a cooperação entre agentes americanos e britânicos.

A visita de Bush começará nesta terça-feira.

As medidas de segurança foram divididas em duas categorias: as que estão sendo tomadas pelos Estados Unidos e as que serão adotadas pela Grã-Bretanha.

Londres é apenas uma das 15 cidades do mundo fora dos Estados Unidos a contar com um escritório do Serviço Secreto americano – o órgão encarregado de garantir a segurança do presidente.

O Serviço Secreto, que por motivos óbvios não revela muito sobre seu trabalho, classifica qualquer visita do presidente americano ao exterior como um “evento especial de segurança nacional”.

Avaliação

Uma visita desse tipo faz com que ordens sejam emitidas com antecedência, autorizando agentes a trabalhar junto com os órgãos de segurança do país anfitrião, para criar um ambiente seguro para os “protegidos permanentes”, ou seja, o presidente e a primeira-dama.

Semanas ou mesmo meses antes da visita, um grupo avançado do Serviço Secreto teria chegado a Londres para fazer uma avaliação das condições de segurança da cidade.

Um relatório que teria sido feito pelo grupo incluiu cada aspecto de segurança, incluindo rotas seguras para a movimentação da comitiva presidencial, a existência ou não de pontos onde atiradores de elite poderiam se esconder, riscos associados à rede de esgotos ou de metrô e até mesmo o perigo potencial do espaço aéreo, que poderia ser usado para possíveis ataques.

O grupo avançado teria preparado então estudos de cenários em que o pior acontece, prevendo onde equipes médicas de emergência poderiam ser posicionadas, formas de remover o presidente às pressas e áreas onde o avião ou o helicóptero presidenciais possam realizar pousos de emergência.

Em conjunto, esses relatórios ajudaram Washington e Londres a prever quantos agentes precisam ser mobilizados para a visita.

Acredita-se que os Estados Unidos estão trazendo à Grã-Bretanha 250 agentes armados, juntamente com o carro presidencial e um helicóptero, ambos blindado.

Em resumo, o Serviço Secreto diz que sua estratégia é de “prevenção e proteção passiva”, mas alerta que está “preparado para responder taticamente a uma ameaça caso a situação o exija”.

Serviço Secreto americano

Missão principal: proteger o presidente
Agentes cuidadosamente escolhidos, armados e autorizados a atirar
250 são esperados em Londres
Operações com a polícia de Londres e com o serviço secreto britânico

É nesse ponto que o diálogo do órgão com a polícia de Londres se torna essencial.

Experiência

A organização britânica mais envolvida com a visita presidencial a Londres é a polícia da capital.

A organização acredita ter a seu dispor a equipe mais experiente do mundo na prevenção de duas das possibilidades que mais preocupam os americanos – a de um ataque terrorista e a de protestos violentos.

Até cinco mil policiais devem ser mobilizados para garantir a segurança de Bush.

O comando de todo o grupo ficou a cargo de Michael Messenger, que trabalhou no planejamento da polêmica visita oficial do presidente chinês Jiang Zemin, em 1999.

A polícia disse que, desta vez, não haverá “zonas de exclusão” de manifestações, mas sim bloqueio de ruas, que devem ocorrer minutos antes da passagem da comitiva presidencial.

Isso significa que o presidente Bush poderá facilmente ver eventuais manifestações contra ele que venham a ocorrer.

Armas de fogo

Outra questão importante é a relação entre a polícia local e os agentes americanos encarregados da proteção do presidente.

Os agentes receberam um conjunto de regras não-divulgadas, prevendo como eles devem agir.

Mas, visto que eles foram escolhidos a dedo para proteger o presidente a todo custo, surgiram temores que eles recorram antes do que a polícia ao uso de armas de fogo, numa situação de emergência.

O ministro do Interior britânico, David Blunkett, disse que, embora os agentes possam carregar armas, eles não estão isentos de responsabilidade e poderão ser indiciados se as usarem.

De sua parte, a polícia de Londres negou as alegações de que está esperando violentos protestos na cidade.

Não haverá policiais armados na região central da capital britânica, e soldados da tropa de choque ficarão de prontidão em locais escondidos, mas próximos de áreas consideradas chave.

A polícia insiste que não serão criadas áreas de exclusão aérea, nem haverá a retirada de pessoas de estações de metrô ou de prédios de escritórios por causa da visita de Bush.

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