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Presidente do Sri Lanka nega estado de emergência
A presidente do Sri Lanka, Chandrika Kumaratunga, negou hoje ter decretado estado de emergência no país O pronunciamento coincidiu com a volta ao país do primeiro-ministro Ranil Wickramsinghe, após visita a Washington. Milhares de simpatizantes foram às ruas recepcionar o premiê, que jurou desafiar a presidente. Na ausência dele, Kumaratunga suspendeu o parlamento, demitiu três ministros importantes e anunciou o estado de emergência. Suporte americano No entanto, em entrevista à BBC, seu porta-voz disse não existir nenhum estado de emergência, os ministros, embora perdessem algumas de suas várias pastas, continuavam no gabinete e, quanto ao parlamento, a versão foi que houve apenas um "intervalo maior" entre as sessões. Apesar de não ter sido efetivado, um estado de emergência daria amplos poderes para o os militares, baniria concentrações públicas, daria poder para a Presidência impor leis e permitiria a censura de imprensa. Kumaratunga vinha acusando o governo de fazer concessões aos rebeldes do Tigres Tâmeis. O primeiro ministro Wickramsinghe, entretanto, disse que as ações da presidenta ameaçariam o processo de paz. "Temos que reativar o parlamento imediatamente para que o processo de paz tenha continuidade", declarou Wickramsinghe, que ressaltou que este deve incluir "discussões com todos no Sri Lanka." Wickramsinghe esteve com George W. Bush, e disse que o presidente americano deu suporte ao seu governo. Negligência Muitos temem que um confronto entre o primeiro-ministro e a presidente poderia pôr em risco o processo de paz com o grupo Tigres Tâmeis. Em seu pronunciamento, ela defendeu suas decisões e acusou o primeiro ministro de colocar a segurança do país em risco, ao assinar o cessar-fogo, há quase dois anos. "Nos últimos dois anos, a soberania e a segurança do Sri Lanka foram colocados em grande perigo, graças a atos de negligência intencional", ela disse. "Vários carregamentos de armas foram trazidos ao país." Guerra civil? Ela pediu a todos representados no parlamento a "unirem-se na formação de um governo de reconstrução nacional e reconciliação." Kumaratunga afirmou que o processo de paz com os Tigres Tâmeis, liderado por uma delegação norueguesa, continuará, porém sob termos restritos. Ela acusa o governo de fazer muitas concessões. Na internet, os Tigres Tâmeis acusaram Kumaratunga de "abandonar o processo de paz". O grupo, no entanto, disse que seria paciente durante o período de instabilidade política. No norte da ilha, onde vive a maior parte da minoria étnica tamil, várias pessoas já começaram a estocar comida e combustível, na quinta-feira, temendo a volta de combates entre os Tigres e o governo. |
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