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Premiê do Sri Lanka acusa presidente de pôr paz em risco
O primeiro-ministro do Sri Lanka, Ranil Wickramasinghe, disse que a presidente Chandrika Kumaratunga está colocando o processo de paz em risco com a sua decisão de impor um estado de emergência no país. Wickramasinghe – cujas rivalidades com a presidente são conhecidas – fez a declaração ao desembarcar no aeroporto em Colombo. O primeiro-ministro estava nos Estados Unidos quando a presidente instituiu o estado de exceção, que entrou em vigor nesta quinta-feira. Há relatos, no entanto, de que Kumaratunga estaria prestes a suspender a medida. Altos funcionários do governo disseram a agências de notícias que ela teria decidido ampliar a autoridade das forças armadas de outra forma. O estado de emergência, que inicialmente duraria por dez dias, dá aos militares amplos poderes para prender suspeitos, proibir reuniões públicas e restringir o trabalho da mídia. Na ausência do primeiro-ministro, Kumaratunga também suspendeu o Parlamento e afastou três ministros. "Apoio dos EUA" A presidente acusa o premiê de ceder demais aos rebeldes dos Tigres Tâmeis – grupo com o qual o governo assinou um cessar-fogo – nos seus esforços para manter a paz no país. O país ficou cerca de 20 anos em guerra civil até a assinatura da trégua, em fevereiro de 2002. O primeiro-ministro, no entanto, nega as acusações e diz que tem um mandato para levar paz ao país. Ao desembarcar em Colombo, voltando de Washington, Wickramasinghe também disse que o presidente americano, George W. Bush, também expressou "total confiança" nos seus esforços. O premiê disse ainda que vai entrar em contato com os governos de Índia e Noruega, países que são mediadores nas negociações de paz entre governo e rebeldes. |
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