|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Becker: veloz e sincero
Estão sendo publicadas na Alemanha as memórias do ex-campeão mundial de tênis Boris Becker, considerado como um dos mais ágeis jogadores em quadra de grama ou saibro. O título do livro é algo infeliz em vista de suas primeiras revelações. Chama-se, em tradução literal, Segura, Fica Mais um Pouco. Por que infeliz? Bem, no capítulo publicado na segunda-feira, dia 1º de novembro, na revista Bild, Boris revela que não entende por que as mulheres dão bola para ele. E admite: "Eu não sou lá tão rico assim. Não sou bonitão. Não sou um adônis, e minha masculinade não é das mais enormes". Boris admite que, no seu entender, "o sexo é muito superestimado em nossa sociedade". Mais adiante, Boris é ainda mais franco e abre o jogo por completo no que diz respeito a um caso famoso que foi parar nos tribunais aqui da Inglaterra. Há alguns anos, uma garçonete, a africana Angela Ermakova, foi aos tribunais e acusou Becker de ser o pai de sua filha, Anna. Boris a princípio fez uma finta e negou. Infelizmente, para ele, em nossos dias, o DNA não deixa mais ninguém mentir nessas coisas, e a menina foi por ele legalmente reconhecida. Agora, Boris, em suas memórias, vai mais longe. Vai, para ser franco, bem mais longe do que deveria ter ido. Entrando nos pormenores do caso, ele o narra em seus mínimos detalhes. Conta que foi na noite em que sua mulher, Barbara, estava no hospital já em contrações, pronta para dar à luz. Boris tomou umas duas cervejas e, num restaurante bem de Londres, entendeu-se com a senhorita Ermakova. Depois de uns cinco minutos de papo ligeiro, o casal se retirou para um armário que servia de depósito de vassouras e lá queimou incenso no altar de Vênus. Boris descreve o evento de forma mais esportiva do que eu. Diz ele que foi "pum-bá-bum" (a onomatopéia é dele), coisa de no máximo uns cinco segundos. Boris parece estar descrevendo a facilidade com que derrotou um adversário na grama de Wimbledon. O livro, em sua versão original, o alemão, estará nas livrarias na semana que vem. Boris Becker deve estar torcendo para que a primeira edição venda em minutos, ou até mesmo segundos: pum-bá-bum. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||