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Amorim se reunirá com Zoelick para negociar “Alca viável”
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, vai interromper sua participação na viagem do presidencial à África para comparecer a uma reunião em Washington com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Robert Zoelick, sobre a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), na sexta-feira. No dia seguinte, Amorim participa de uma mini-reunião ministerial sobre o mesmo assunto, com a participação de 12 dos 34 países que negociam o bloco. “Não é negociação entre Brasil e Estados Unidos”, afirmou Amorim. “É encontrar solução para uma Alca viável, flexível, no prazo combinado”, afirmou o ministro em Luanda nesta terça-feira, terceiro dia da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela África. Amorim acompanha o presidente na visita a Maputo, capital do Moçambique, e na quinta-feira, quando Luís Inácio da Silva vai para a Namíbia, viaja para os Estados Unidos. Mercosul Amorim acha que essa reunião servirá principalmente para definir o formato das negociações que acontecem na semana seguinte, entre todos os ministros da Alca, em Miami. “A negociação dura vai ser a do 4 + 1, entre Mercosul e Estados Unidos”, afirmou. Isso porque ele nem tem esperanças de que a Alca avance muito na área agrícola, o principal interesse do Brasil. “Tem que ter um mínimo que deve ser igual para todos, que é naturalmente o livre comércio. E nós sabemos que há certas áreas como subsídios agrícolas e antidumping, que os Estados Unidos já declararam em alto e bom som que não serão incluídas”, explicou. A proposta do Mercosul, segundo Amorim, é que haja flexibilidade para a realização de acordos bilaterais ou por blocos. “Como disse o ministro do Uruguai, um acordo que não impeça nem imponha.” “Nós achamos o seguinte: livre comércio sim, abertura total para bens, alguns serviços, dentro de regras conhecidas, que são as regras da OMC. Agora, os demais, não pode ser uma Alca de feitio único, porque não pode ter um feitio único para El Salvador e para o Brasil”, afirmou o ministro. Fracasso Amorim criticou a comparação entre a reunião ministerial da OMC em Cancún, que deveria avançar na liberalização do comércio internacional e acabou em fracasso, e a reunião da Alca em Miami. “São duas coisas completamente diferentes”, afirmou. Amorim disse que foi convidado pelo ministro americano por meio de uma carta enviada por fax, com um bilhete de Zoelick dizendo que contava com sua presença. Além de Brasil, ele disse que a Argentina havia sido convidada “e talvez Chile e México e alguns países da América Central e do Caribe”. Questionado pelos jornalistas sobre a participação de apenas 12 dos 34 países, Amorim disse que os países que não convidados para estas reuniões costumam reclamar. “Isso acontece com freqüência na OMC, e os países reclamam mesmo”, contou o ministro. “Mas eu fui convidado e vou. Não controlo convite em casa alheia”, justificou. |
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