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'Saída de ministros' agrava crise no governo Uribe
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, está enfrentando uma nova crise política com a demissão de vários integrantes do primeiro escalão – o motivo seria a aparente derrota do governo no referendo sobre mudanças políticas e econômicas. Os ministros teriam apresentado as suas demissões para deixar o presidente colombiano mais à vontade para tomar as decisões que julgar necessárias. Entre os demissionários está Fernando Londoño, ministro do Interior e das Finanças. Ele disse que é responsável pelo resultado do pleito de sábado e prometeu sair se os resultados forem negativos para o governo, o que parece provável. A apuração dos votos do referendo só será concluída no fim desta semana, mas as parciais indicam que pelo menos 11 das 15 propostas do governo não conseguiram apoio suficiente. Aparentemente, a maioria delas teve grande apoio, mas para ser aprovada, cada uma precisava ter no mínimo 25% dos votos dos eleitores cadastrados. Confusão e medo A pequena participação popular no pleito está sendo explicada pela confusão provocada pelos assuntos complexos em questão e pelo medo de violência. Muitos também teriam invalidado as cédulas eleitorais ao deixar espaços em branco. O correspondente da BBC em Bogotá, Hector Latorre, afirmou que, diante do aparente fracasso do seu plano de reformas econômicas e políticas, Uribe preparou um pacote alternativo que prevê cortes de US$ 700 milhões no orçamento do governo. Essas medidas ainda não foram anunciadas oficialmente, mas incluiriam reformas fiscais e aumentos nos impostos sobre vendas. Em outra derrota eleitoral de Uribe, o esquerdista e ex-sindicalista Luis Eduardo Garzón, que se auto-intitula o "Lula colombiano", foi eleito prefeito da capital colombiana, Bogotá, nas eleições de domingo. Garzón, que ficou em terceiro lugar nas eleições presidenciais vencidas por Uribe no ano passado, derrotou o candidato do governo, Juan Lozano, por 47% a 40%. O cargo de prefeito de Bogotá é considerado é considerado um dos mais importantes da Colômbia e vai dar à esquerda uma plataforma para criticar Uribe. |
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