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Referendo na Colômbia indica apoio ao presidente
Dados preliminares sobre o referendo realizado no sábado na Colômbia indicam um apoio parcial ao programa de austeridade proposto pelo presidente Álvaro Uribe. Pelo que tudo indica, os colombianos aprovaram quatro das 15 propostas feitas pelo presidente durante o referendo. Até o último momento, o presidente colombiano pediu o apoio da população, apesar dos ataques que deixaram pelo menos 11 pessoas mortas em diferentes pontos do país. Os ataques foram atribuídos a ação de guerrilheiros das Forças Armas Revolucionárias da Colômbia, as Farc. Um pouco antes do final do período de votação, Uribe pediu aos eleitores que "fizessem um grande esforço para participar do referendo". "Não podemos desperdiçar esta jornada democrática para fazer algumas mudanças fundamentais que o país necessita," disse o presidente. Segurança O referendo foi conduzido sob fortíssimo esquema de segurança, com 270 mil soldados e policiais nas ruas para garantir a segurança dos eleitores e também dos candidatos às eleições regionais que ocorrem no domingo. O objetivo do forte esquema de segurança era também estimular que a população votasse sem medo de um ataque. O referendo apresenta 15 questões, entre elas a redução do número de assentos no Congresso em mais de 20%, a obrigação do voto nominal nas votações de deputados, o estabelecimento de um teto para a aposentadoria do funcionalismo, o congelamento dos salários dos 940 mil servidores públicos por dois anos e a demissão de outros 8 mil. A maioria da população considerou o referendo "muito complicado", tanto por causa do número de questões, como por causa dos assuntos e dos textos que estavam em votação. Sindicalistas pediram durante o dia para que os eleitores se abstivessem por considerarem que as reformas deixarão "os pobres ainda mais pobres". Se o presidente não conseguir aprovar essas reformas no Parlamento, será um golpe a sua gestão, que tem hoje índices de popularidade de mais de 70%. Para as eleições de domingo, é possível que um candidato de esquerda, conhecido como "Lucho" e comparado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vença o principal cargo em jogo, o de prefeito da capital, Bogotá. As guerrilhas colombianas, principalmente as Farc, têm tentado interferir diretamente nas eleições, e na noção de que o governo controla o país, realizando ataques a políticos. Pelo menos 30 candidatos nas eleições foram mortos e mais de uma dezena foram seqüestrados. |
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