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Guerrilha mata 11 em dia de referendo na Colômbia
Os rebeldes da guerrilha colombiana mataram pelo menos 11 pessoas neste sábado, dia em que ocorre um referendo que pode pôr em risco a alta popularidade do presidente Álvaro Uribe. No pior dos incidentes, seis oficiais foram mortos em uma emboscada. O referendo foi conduzido sob fortíssimo esquema de segurança, com 270 mil soldados e policiais nas ruas para garantir a segurança dos eleitores neste sábado e também dos candidatos às eleições regionais que ocorrem no domingo. O objetivo do forte esquema de segurança era também estimular que a população votasse sem medo de um ataque. Mesmo com as mortes, o referendo estava apresentando um bom índice de comparecimento, segundo um correspondente da BBC na Colômbia. Defensores, adversários e até mesmo os institutos de pesquisa de opinião não sabem ainda se o número mínimo de 25% do total de colombianos aptos a votar, 6,3 milhões de pessoas, comparecerão às urnas para o referendo. Confusão O referendo apresenta 15 questões, entre elas a redução do número de assentos no Congresso em mais de 20%, a obrigação do voto nominal nas votações de deputados, o estabelecimento de um teto para a aposentadoria do funcionalismo, o congelamento dos salários dos 940 mil servidores públicos por dois anos e a demissão de outros 8 mil. A maioria da população está considerando o referendo "muito complicado", tanto por causa do número de questões, quanto por causa dos assuntos e dos textos que estão indo a votação. Sindicalistas estão pedindo para as pessoas se absterem por considerarem que as reformas deixarão "os pobres ainda mais pobres". Se o presidente não conseguir aprovar essas reformas no Parlamento, será um golpe a sua gestão, que tem hoje índices de popularidade de mais de 70%. Para as eleições de domingo, é possível que um candidato de esquerda, conhecido como "Lucho" e comparado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vença o principal cargo em jogo, o de prefeito da capital, Bogotá. As guerrilhas colombianas, principalmente as Farc, têm tentado interferir diretamente nas eleições, e na noção de que o governo controla o país, realizando ataques a políticos. Pelo menos 30 candidatos nas eleições foram mortos e mais de uma dezena foram seqüestrados. |
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