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Atualizado às: 25 de outubro, 2003 - 02h11 GMT (00h11 Brasília)
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Iraquianos estão divididos sobre ajuda internacional
Iraquianos
Reconstrução do Iraque pode custar US$ 56 bi

Os representantes iraquianos na conferência especial de países doadores para a reconstrução do Iraque, que terminou na sexta-feira na capital espanhola, Madri, se disseram satisfeitos com os resultados do encontro.

Foram arrecadados pelo menos US$ 13 bilhões (RS$ 37 bilhões) para o Iraque, que vão ser somados aos US$ 20 bilhões (R$ 57 bilhões) já prometidos pelos Estados Unidos.

Por outro lado, no Iraque, o resultado foi recebido com ceticismo. Para o professor universitário Issam Sarraf, o dinheiro só está sendo oferecido porque o Iraque é um país rico em petróleo e pode dar um bom retorno aos investimentos.

"Não é por amor ao Iraque", disse Sarraf à correspondente da BBC em Bagdá, Kim Ghattas.

Já para o chefe da delegação iraquiana em Madri, Ayad Allawi, o total de US$ 33 bilhões (R$ 94,8 bilhões) já anunciados é "quase certo".

"Com o tempo, o Iraque será capaz de se sustentar e os iraquianos vão se lembrar daqueles que ajudaram."

Bush

O presidente George W. Bush agradeceu aos doadores e afirmou que um Iraque livre vai servir de exemplo para outros países do Oriente Médio.

No entanto, o total arrecadado ficou bem abaixo dos US$ 56 bilhões (R$ 160,6 bilhões) considerados necessários para a reconstrução do país.

Ainda assim, os organizadores também afirmaram ter ficado satisfeitos com o resultado da conferência.

O vice-primeiro ministro espanhol, Rodrigo Rato, disse que os US$ 33 bilhões não incluem assistência técnica nem outro tipo de ajuda que não será feita na forma de dinheiro.

As autoridades iraquianas agradeceram aos 77 países que participaram da conferência.

A maior parte do dinheiro doado será entregue a um fundo que será administrado pelo Banco Mundial, pela ONU (Organização das Nações Unidas) e por um comitê de iraquianos.

Desconfianças

O novo fundo tem o objetivo de atrair doadores desconfiados do controle dos Estados Unidos, embora diga-se que alguns grupo humanitários tenham questionado se o fundo será capaz de tomar decisões na prática.

O Japão se tornou o maior doador depois dos Estados Unidos, ao anunciar que vai conceder US$ 3,5 bilhões (R$ 10 bilhões) ao Iraque em empréstimos a juros baixos, além do US$ 1,5 bilhão (R$ 4,3 bilhões) que o país já prometera.

A Arábia Saudita e o Kuwait prometeram US$ 1 bilhão (R$ 2,87 bilhões) cada um para o Iraque.

Países como Alemanha, França e Rússia, que se opuseram à guerra ao Iraque liderada pelos Estados Unidos, disseram que não vão fazer novas doações.

'Esperança'

O secretário de Estado, Colin Powell, reconheceu que a questão da instabilidade no Iraque é uma preocupação para muitos, mas afirmou que as promessas feitas na conferência representam um investimento estratégico na esperança.

"O povo iraquiano se lembrará da assistência que nós estamos lhe dando nesse momento crítico de desafio e esperança", afirmou Powell.

Ele disse que países que não haviam feito doações durante a conferência poderão fazê-lo em uma outra oportunidade.

O comissário da União Européia para assuntos externos, Chris Patten, disse que é importante que o dinheiro doado chegue ao Iraque rapidamente.

"Nós sabemos que, muitas vezes, tem havido um buraco, ou mais do que um buraco, entre as promessas de ajuda e a chegada dessa ajuda", afirmou.

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