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Atualizado às: 24 de outubro, 2003 - 20h00 GMT (18h00 Brasília)
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Conferência de Madri arrecada pelo menos US$ 13 bilhões
Iraquianos
Reconstrução do Iraque pode custar US$ 56 bi

A conferência especial de países doadores para a reconstrução do Iraque, que terminou nesta sexta-feira na capital espanhola, Madri, conseguiu arrecadar pelo menos US$ 13 bilhões (RS$ 37 bilhões).

Com os US$ 20 bilhões (R$ 57 bilhões) já prometidos pelos Estados Unidos, o total de US$ 33 bilhões (R$ 94,8 bilhões) que deverá ser destinado ao Iraque é bem menor do que o montante de US$ 56 bilhões (R$ 160,6 bilhões) considerado necessário para a reconstrução do país.

Mas os organizadores afirmaram estar satisfeitos com o resultado da conferência.

O vice-primeiro ministro espanhol, Rodrigo Rato, disse que os US$ 33 bilhões não incluem assistência técnica nem outro tipo de ajuda que não será feita na forma de dinheiro.

As autoridades iraquianas agradeceram aos 77 países que participaram da conferência.

O presidente do Conselho de Governo iraquiano, Iyad Allawi, disse que o apoio tinha sido "extraordinário" e que ele está confiante de que as necessidades de reconstrução do país serão atendidas.

Ele disse que o dinheiro ajudará o país, que segundo ele foi transformado em pobre temporariamente, a voltar à sua condição de nação rica.

Doadores

A maior parte do dinheiro doado será entregue a um fundo que será administrado pelo Banco Mundial, pela ONU (Organização das Nações Unidas) e por um comitê de iraquianos.

O novo fundo é destinado a atrair doadores desconfiados do controle dos Estados Unidos, embora alguns grupos de ajuda tenham questionado se o fundo será capaz de tomar decisões na prática, segundo relatos.

O Japão se tornou o maior doador depois dos Estados Unidos, ao anunciar que vai conceder US$ 3,5 bilhões (R$ 10 bilhões) ao Iraque em empréstimos com juros baixos, além do US$ 1,5 bilhão (R$ 4,3 bilhões) que o país já prometera.

A Arábia Saudita e o Kuwait prometeram US$ 1 bilhão (R$ 2,87 bilhões) cada um para o Iraque.

Países como Alemanha, França e Rússia, que se opuseram à guerra ao Iraque liderada pelos Estados Unidos, disseram que não vão fazer novas doações.

'Esperança'

O secretário de Estado, Colin Powell, reconheceu que a questão da instabilidade no Iraque é uma preocupação para muitos, mas afirmou que as promessas feitas na conferência representam um investimento estratégico na esperança.

"O povo iraquiano se lembrará da assistência que nós estamos lhe dando nesse momento crítico de desafio e esperança", afirmou Powell.

Ele disse que países que não haviam feito doações durante a conferência poderão fazê-lo em uma outra oportunidade.

O comissário da União Européia para assuntos externos, Chris Patten, disse que é importante que o dinheiro doado chegue ao Iraque rapidamente.

"Nós sabemos que, muitas vezes, tem havido um intervalo, ou mais do que um intervalo, entre as promessas de ajuda e a chegada dessa ajuda", afirmou.

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