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Encontro tenta alavancar recursos para o Iraque
Escombros do escritório da ONU em Bagdá após atentado de agosto
A insegurança no Iraque levou a dois ataques à sede da ONU

A principal conferência internacional sobre a reconstrução do Iraque começa nesta quinta-feira em Madri, capital da Espanha.

São aguardados na reunião, que tem forte apoio dos Estados Unidos, representantes de mais de 70 países e organizações multilaterais.

O governo de Washington pretende levantar mais de US$ 30 bilhões em recursos, mas analistas acreditam que as doações não vão alcançar essa meta.

Países como a França, a Alemanha e a Rússia, que se opuseram à guerra no Iraque, já disseram que não vão desembolsar mais recursos do que os que já foram prometidos.

A atual situação de insegurança no Iraque está desanimando vários doadores em potencial a comprometer os seus recursos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial calculam que sejam necessários US$ 50 bilhões para reconstruir o Iraque nos próximos anos.

Alguns analistas estimam que cerca de 10% desse valor tenha que ser investido na segurança do país.

Uma das principais diferenças entre o Iraque de Saddam e o Iraque pós-Saddam, segundo correspondente da BBC, é a criminalidade, que atingiu níveis muito altos.

Constrangimento

O correspondente da BBC em Washington, Jon Leyne, afirmou que até poucas semanas atrás, a reunião em Madri ameaçava se transformar em um enorme constrangimento, com o resto do mundo oferecendo apenas uma pequena fração desse valor.

No entanto, nas últimas semanas, segundo Leyne, Washington teria trabalhado duro para aumentar a participação de outros países e, ao mesmo tempo, diminuir as expectativas.

Os americanos já prometeram entrar com US$ 20 bilhões e alguns países do Oriente Médio ainda não anunciaram o valor das suas contribuições.

Entre as outras doações esperadas estão:

• De US$ 3 bilhões a US$ 5 bilhões do Banco Mundial

• US$ 1,5 bilhão do Japão

•US$ 835 milhões da Grã-Bretanha

• US$ 300 milhões da Espanha

• US$ 231 milhões da União Européia

No entanto, as desavenças sobre a administração do Iraque e a situação de insegurança no país criaram dúvidas sobre se a conferência de Madri vai realmente trazer algum resultado concreto.

"A esta altura, não planejamos fazer nenhuma ajuda adicional", disse o ministro do Exterior francês, Dominique de Villepin.

"Para nós, o ponto principal é o reconhecimento verdadeiro e total da soberania do Iraque."

Enquanto isso, a segurança na capital espanhola foi reforçada, já que manifestantes prometem organizar protestos contra a presença militar internacional no Iraque.

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