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Atualizado às: 21 de outubro, 2003 - 06h36 GMT (04h36 Brasília)
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EUA são chamados a explicar morte de 20 civis em Bagdá
civil iraquiano e soldado americano
Relatório afirma que Exército americano não está preparado para policiar Bagdá

Uma organização de defesa dos direitos humanos, baseada em Nova York, acusou as autoridades militares dos Estados Unidos de não investigar devidamente as circunstâncias da morte de civis iraquianos nas mãos de americanos.

O relatório, de 56 páginas, intitulado "Hearts and Minds: Post-War Civilian Casualties in Baghdad by US Forces", afirma que 20 civis foram mortos em Bagdá entre 1º de maio, quando o presidente George W. Bush declarou o fim oficial da guerra no Iraque, e 30 de setembro.

O grupo Human Rights Watch acusa as tropas americanas de operar impunemente, incapazes até de manter um registro do número de civis mortos pela força de coalizão.

A organização diz ter dados confiáveis sobre a morte de 94 civis "em circunstâncias questionáveis" em Bagdá e que "precisam ser urgentemente investigadas".

"É uma tragédia que soldados americanos tenham matado tantos civis em Bagdá", disse Joe Stork, diretor-executivo interino para o Oriente Médico e Norte da África da organização Human Rights Watch.

"Mas é realmente incrível que o Exército dos Estados Unidos nem compute o número de mortes. Toda a vez que as tropas americanas matam um civil iraquiano em circunstâncias questionáveis, eles deveriam investigar o incidente", disse Stork.

Gestos

O Human Rights Watch disse que a falta de tradutores e o não entendimento da cultura árabe, incluindo o uso de gestos com as mãos, pode ter contribuido para algumas dessas mortes.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos rejeitou a acusação de que as tropas no Iraque abusavam das armas.

O porta-voz do Pentágono, Major Joseph Yoswa, disse que as tropas americanas fizeram "esforços extraordinários para evitar baixas entre civis" mas acrescentou que conseqüências involuntárias são inevitáveis em qualquer conflito.

Major Yoswa disse ainda que nas "raras circunstâncias" onde um soldado dos Estados Unidos foi acusado da morte de um civi, o caso "sempre é investigado minuciosamente e ações punitivas são implementadas".

O abuso de força que estaria sendo ministrado pelas tropas americanas já foi motivo de tensão entre integrantes do Conselho Provisório do Iraque, nomeado pelos Estados Unidos, e a força de ocupação liderada pelos americanos.

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