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Mortos dos EUA no Iraque pós-guerra passam de 100
Mais quatro soldados americanos foram mortos no Iraque, elevando para mais de cem o número de oficiais americanos que morreram em ataques desde o dia 1º de maio, quando foi declarado o fim da guerra no país. Em um incidente na quinta-feira à noite, três soldados americanos e pelo menos dois policiais iraquianos morreram em um confrontos entre simpatizantes de um clérigo xiita e a polícia do Iraque na cidade sagrada de Karbala, ao sul de Bagdá, segundo fontes militares americanas. Em Bagdá, um soldado americano morreu nesta sexta-feira em um ataque a bomba numa estrada. Dois outros soldados ficaram feridos. A nova onda de violência ocorreu horas depois que os Estados Unidos conseguiram o apoio do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para os seus planos de reconstrução do país. Os Estados Unidos esperam que a nova resolução abra caminho para que mais países contribuam com tropas e verbas para ajudar a estabilizar o país. Rivalidade xiita Em Karbala, 85 km ao sul de Bagdá, tem havido uma série de confrontos nas últimas semanas entre facções xiitas rivais. O porta-voz da coalizão liderada pelos Estados Unidos, o tenente-coronel George Krivo, disse à imprensa em Bagdá que os confrontos da quinta-feira tiveram início quando um patrulhamento realizado em conjunto por policiais iraquianos e soldados americanos foi atacado quando eles investigavam relatos de que homens armados estavam se reunindo perto da mesquisa de Al-Abbas depois do toque de recolher. Krivo disse que o comando militar acredita que o guarda-costas de um clérigo xiita, Mahmoud al-Hassani, estava envolvido. "Nós não sabemos se ele (o clérigo) estava pessoalmente envolvido ou não. Nós sabemos que ele fez declarações contra a coalizão no passado. O incidente está sendo investigado", afirmou. Mas um homem citado pela agência de notícias Associated Press disse ter estado envolvido em um confronto que durou cerca de meia hora. "Aqueles judeus (usados aqui para definir os que não crêem no islamismo) queriam que a gente saísse do caminho para que eles pudessem matar o nosso mestre", afirmou Malik Kazim. O toque de recolher em Karbala foi instalado no início desta semana por causa de rivalidade entre grupos xiitas. Também foram registrados confrontos envolvendo soldados americanos em Kirkuk, no norte do país, segundo a agência de notícias AP. Resolução A resolução dos Estados Unidos para o Iraque foi aprovada por todos os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, depois de semanas de negociações diplomáticas nas quais a França, a Alemanha e a Rússia pediam uma transferência de poder aos iraquianos mais rápida do que a proposta pelo governo americano. No fim, os Estados Unidos conseguiram ter o texto aprovado ao estabelecer que os líderes iraquianos teriam de propor um cronograma para uma nova constituição e para eleições até o dia 15 de dezembro. A França, a Alemanha e a Rússia aprovaram a resolução, mas afirmaram que não irão contribuir com verbas e nem com tropas. Os Estados Unidos esperam que novas doações serão apresentadas em uma conferência que será realizada em Madri na próxima semana. |
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