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ONU foi "negligente" no Iraque, diz relatório
Um inquérito sobre o atentado que destruiu parte do escritório das Nações Unidas (ONU) na capital iraquiana, Bagdá, qualificou a segurança da organização como "negligente" e "inadequada". Relatório feito por um painel independente afirma que os regulamentos e recomendações de segurança foram ignorados até mesmo pelo secretário-geral, Kofi Annan. Segundo o relatório, a ONU rejeitou proteção porque não estava confortável com a presença de tanques americanos e outras medidas militares. Vinte e duas pessoas morreram no ataque, realizado no dia 19 de agosto passado, inclusive o representante das Nações Unidas no país, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Mais de cem pessoas ficaram feridas no incidente. Exército O inquérito afirmou que a ONU em Bagdá pediu que o Exército americano retirasse seu equipamento pesado que cercava a área do Hotel Canal porque desejava se distanciar da ocupação do país. O documento, de 40 páginas, afirma que medidas adequadas de segurança "poderiam não ter impedido o ataque contra o perímetro do Hotel Canal, mas certamente teriam minimizado a vulnerabilidade do pessoal e das instalações e reduzido o número de mortos e feridos no ataque". Mesmo depois do atentado, recomendações do pessoal de segurança foram ignoradas. Annan ordenou que a maior parte do pessoal da organização no Iraque fosse retirada só depois de um segundo atentado a bomba ao escritório da ONU, em setembro, que matou um guarda de segurança iraquiano. Menos de 50 funcionários da ONU permanecem no Iraque. |
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