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Atualizado às: 26 de setembro, 2003 - 06h40 GMT (03h40 Brasília)
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Powell dá seis meses para Iraque ter Constituição
Secretário de Estado americano, Colin Powell
Powell quer nova Constituição iraquiana pronta em seis meses

O secretário de Estado americano, Colin Powell, disse que gostaria de ver uma nova Constituição iraquiana pronta dentro dos próximos seis meses.

Ele falou ainda que esse prazo era curto mas necessário para fazer com que a liderança interina do Iraque possa progredir.

Em entrevista dada ao jornal New York Times, Powell disse que Washington já tinha pedido ao Conselho Provisório do Iraque que fizesse uma estimativa de quanto tempo seria preciso para criar uma Constituição e que levaria às eleições de um novo governo.

"Se eles levarem uma vida para nos dar a resposta para essa pergunta, então nós temos um problema", disse Colin Powell.

Mas Powell afirmou ter esperanças de que um prazo de seis meses poderia ser satisfeito de forma que eleições pudessem acontecer no ano que vem.

Temor

O ministro do Exterior do Conselho Provisório do Governo do Iraque, Hoshyar Zebari, disse que a decisão das Nações Unidas de retirar a maior parte de seus funcionários do país vai "jogar o país nas mãos dos terroristas".

Ministro do Exterior do Conselho Provisório do Governo do Iraque, Hoshyar Zebari
Zebari acha que ONU tem que finalizar sua missão

Ele disse ainda que era importante para as Nações Unidas finalizarem sua missão no Iraque apesar dos dois ataques no prédio da ONU em Bagdá.

Zebari disse que considerava que problemas de segurança, sabotagem e ataques terroristas eram situações temporárias.

Perda de tempo

Os Estados Unidos expressaram sua decepção frente à decisão da ONU, tomada quando a administração Bush busca incentivar um apoio internacional mais amplo para a reconstrução do Iraque.

O administrador americano do Iraque, Paul Bremer, afirmou que a saída parcial da ONU do país vai fazer com que se perca mais tempo na reconstrução do Iraque.

Um correspondente da BBC em Washington disse que o centro do problema é que as forças lideradas pelos Estados Unidos no Iraque têm sido incapazes de garantir uma proteção completa para que as agências humanitárias possam agir no país.

Cerca de 600 funcionários da ONU encontravam-se no Iraque até o atentado à sede da organização em 19 de agosto, que matou 22 pessoas incluindo o representante da ONU no Iraque, Sérgio Vieira de Mello.

Ataques

Com a retirada dos funcionários, a ONU contará com a ajuda de cerca de 4 mil iraquianos para fazer o trabalho humanitário.

A decisão desta quinta-feira foi tomada três dias após um novo ataque a bomba à sede da ONU em Bagdá.

Duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas no atentado. A maior parte das organizações internacionais que trabalham no Iraque encontra-se em estado de alerta e, desde agosto, vem reduzindo a sua equipe no país.

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