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Reportagem diz que dossiê não trará provas de armas de Saddam
As supostas armas de destruição do Iraque não foram encontradas pela equipe que as procurava, segundo uma autoridade do governo Bush. A informação, passada ao apresentador Andrew Neil, do programa de TV Daily Politics Show, da BBC, deverá ser incluída no relatório parcial do Grupo de Pesquisa sobre o Iraque (GPI). O grupo fez o levantamento sob encomenda da CIA, a agência de inteligência americana, e teria concluído, segundo Neil, que é "altamente improvável que as armas de destruição em massa tenham sido transportadas para fora do Iraque, para países como a Síria, antes da guerra". O governo do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, descartou as informações como "especulação sobre um rascunho inacabado de um relatório parcial". No entanto, Neil afirmou que o dossiê deve dizer que Saddam Hussein montou uma grande esquema para enganar e atrapalhar o trabalho dos inspetores de armas da Organização das Nações Unidas (ONU). Laboratórios Neil disse ainda que, segundo a sua fonte, o relatório vai informar que os inspetores da ONU não chegaram a encontrar sequer "quantidades diminutas de material para armas nucleares, químicas ou biológicas". Eles também não teriam encontrado nenhum laboratório envolvido na fabricação de armas de destruição de massa ou sistemas de transporte dessas armas. O dossiê, entretanto, deve publicar arquivos e programas de computador, imagens e documentos que indicariam que o governo de Saddam estava tentando desenvolver um programa de armas de destruição em massa. Um porta-voz da CIA, Bill Harlow, afirmou à agência de notícias Reuters que a expectativa é que o relatório não "chegue a conclusões firmes nem descarte nada". A Reuters também cita um funcionário do alto escalão americano que teria dito que se esperava que o GPI encontrasse "provas documentais" de que o Iraque possuía programas de armas químicas e biológicas. "Se eles vão encontrar ou publicar qualquer coisa sobre as armas em si, duvido", teria afirmado o americano. O jornalista Neil, ex-editor do jornal britânico Sunday Times, disse não ter visto o relatório, mas afirmou que a sua fonte acredita que o conteúdo de alguns dos principais trechos não deve ser alterado. |
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