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Ex-ministro da Defesa iraquiano ganha imunidade
O ex-ministro da Defesa do Iraque, Sultan Hashim Ahmed, ganhou imunidade ao se entregar às tropas dos Estados Unidos na cidade de Mosul, na sexta-feira. Ahmed ocupava o número 27 na lista dos integrantes do governo de Saddam Hussein procurados pelos americanos. Funcionários da Casa Branca afirmaram que têm grandes esperanças de que Ahmed forneça informações importantes sobre os supostos programas de armas do Iraque. Se as esperanças se confirmarem, a notícia será boa para os Estados Unidos, já que uma fonte anônima disse ao apresentador Andrew Neil, do programa de TV Daily Politics Show, da BBC, que o Grupo de Pesquisa sobre o Iraque (GPI) não poderá dar uma resposta definitiva sobre se armas de destruição em massa foram ou não encontradas no país. O grupo, liderado por David Kay, um ex-inspetor de armas da ONU, hoje consultor especial da CIA, a agência de inteligência americana, fez o levantamento e teria concluído, segundo Neil, ainda que é "altamente improvável que as armas de destruição em massa tenham sido transportadas para fora do Iraque, para países como a Síria, antes da guerra". Os governos americano e britânico descartaram as informações como "especulação sobre um rascunho inacabado de um relatório parcial". No entanto, Neil afirmou que o dossiê deve dizer que Saddam Hussein montou uma grande esquema para enganar e atrapalhar o trabalho dos inspetores de armas da Organização das Nações Unidas (ONU). Laboratórios Neil disse ainda que, segundo a sua fonte, o relatório vai informar que os inspetores da ONU não chegaram a encontrar sequer "quantidades diminutas de material para armas nucleares, químicas ou biológicas". Eles também não teriam encontrado nenhum laboratório envolvido na fabricação de armas de destruição de massa ou sistemas de transporte dessas armas. O dossiê, entretanto, deve publicar arquivos e programas de computador, imagens e documentos que indicariam que o governo de Saddam estava tentando desenvolver um programa de armas de destruição em massa. Um porta-voz da CIA, Bill Harlow, afirmou à agência de notícias Reuters que a expectativa é que o relatório não "chegue a conclusões firmes nem descarte nada". A Reuters também cita um funcionário do alto escalão americano que teria dito que se esperava que o GPI encontrasse "provas documentais" de que o Iraque possuía programas de armas químicas e biológicas. "Se eles vão encontrar ou publicar qualquer coisa sobre as armas em si, duvido", teria afirmado o americano. O jornalista Neil, ex-editor do jornal britânico Sunday Times, disse não ter visto o relatório, mas afirmou que a sua fonte acredita que o conteúdo de alguns dos principais trechos não deve ser alterado. |
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