|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Conselho da ONU analisa plano dos EUA para o Iraque
Os embaixadores na ONU (Organização das Nações Unidas) vão passar o fim de semana discutindo com seus governos as propostas apresentadas pelos Estados Unidos para o futuro do Iraque. Os Estados Unidos, que esperam ampliar o esforço da comunidade internacional para estabilizar o país, apresentaram os seus planos de criação de uma força multinacional em um encontro informal do Conselho de Segurança em Nova York na sexta-feira. A proposta de resolução já foi criticada pela França, Alemanha e Rússia – países que também haviam se oposto à ação militar no Iraque. Mas o governo americano já deu sinais de que pode alterar o conteúdo da proposta, e acredita-se que os Estados Unidos estarão pressionando por uma votação já no início da semana que vem. Enquanto isso, o presidente americano, George W. Bush, se prepara para fazer um pronunciamento à nação de 15 minutos sobre a situação no Iraque no domingo à noite, em meio a um crescente criticismo dentro dos Estados Unidos. Os democratas vêm acusando Bush de colocar em risco a vida de soldados americanos desnecessariamente – mais de cem já morreram desde que o presidente declarou o fim dos principais conflitos – e de prejudicar as relações com aliados internacionais antigos. Comando americano Os Estados Unidos querem que mais 10 mil soldados estrangeiros sejam enviados ao Iraque como parte de uma força multinacional. O principal aliado do governo americano, a Grã-Bretanha, que tem cerca de 10 mil soldados no Iraque, está enviando 150 de Chipre para Bagdá como antecipação de um total adicional de 2 mil. A correspondente da BBC na sede da ONU em Nova York, Susannah Price, disse que os americanos querem convencer países como Índia e Paquistão a contribuir com soldados no Iraque através dessa força multinacional autorizada pela ONU, mas sob comando dos Estados Unidos. Esses países já deixaram claro que não pretendem enviar soldados sem um mandato internacional. A proposta de resolução também enfatiza que a ONU deverá ter um papel importante no desenvolvimento político do Iraque, ajudando o Conselho de Governo iraquiano a estabelecer um programa para eleições. 'Prontos para ouvir' Os críticos ao texto, como França e Alemanha, afirmam que a proposta não vai longe o suficiente e que a ONU deve ter um papel central no processo político como um todo. O secretário de Estado americano, Colin Powell, afirmou que seu país vai escutar as propostas dos outros e reformular o esboço apresentado. "Vamos tentar ajustar e nos adaptar a esses comentários, até o ponto em que isso seja consistente com nosso objetivo geral", disse Powell. Ele enfatizou que as forças americanas no Iraque não irão "nem sair cedo demais, nem ficar por muito tempo". O correspondente da BBC em Washington, Martin Turner, disse que Powell estressou a questão da parceria e parecia estar respondendo às críticas dos que acusaram os Estados Unidos de ignorar outros pontos de vista sobre o Iraque. O embaixador britânico na ONU, Emyr Jones Parry, disse haver uma clara determinação entre os membros do Conselho de Segurança de se chegar a uma posição comum. Ele disse não acreditar que algum deles quisesse que os arranjos militares e políticos básicos fossem modificados. "Ninguém está atacando as estruturas essenciais. É claro que as pessoas querem ver desenvolvimento político. A forma como a ONU na verdade se encaixa nesse processo – isso está aberto ao debate, e tudo o que eu estou lhe dizendo é que esse debate está sendo realizado", afirmou. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||