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EUA dizem que texto de resolução está 'aberto a mudanças'
O governo dos Estados Unidos deu sinais de que pode alterar o conteúdo da proposta de resolução da ONU para a criação de uma força multinacional e a legimitação do Conselho de Governo do Iraque. O secretário de Estado americano, Colin Powell, afirmou que seu país vai escutar as propostas dos outros e reformular o esboço apresentado - alvo de algumas críticas por parte de França e Alemanha, e de uma certa cautela expressada pela Rússia. "Vamos tentar ajustar e nos adaptar a esses comentários, até o ponto em que isso seja consistente com nosso objetivo geral", disse Powell. Mesmo após as críticas feitas na sexta-feira, os governos alemão e francês elogiaram os sinais de flexibilidade americanos. O debate sobre a nova resolução para o Iraque será retomado na ONU na próxima semana. O secretário de Estado afirmou também que a resolução iria autorizar um comandante americano para a força. Segundo ele, quando a maioria das tropas vem de um país, é natural que esse país tenha o comando. Mais tropas A Grã-Bretanha vai mandar mais soldados ao Iraque durante o fim de semana. O secretário britânico da Defesa, Geoff Hoon, disse que uma unidade de 150 homens atualmente estacionada em Chipre seria transferida a Bagdá. O país está estudando o papel de suas forças no Iraque após ataques recentes que deixaram soldados britânicos mortos e feridos. Hoon acrescentou que outras alterações no papel da Grã-Bretanha na manutenção da paz no Iraque poderiam ser anunciadas na próxima semana. Críticas O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Igor Ivanov, ofereceu apoio comedido à resolução em debate na ONU, dizendo que ela continha princípios que a Rússia consistentemente apoiava. Mas ele afirmou também que o rascunho do documento ainda precisava de mais trabalho sério. Fora isso, a proposta inicial americana causou duras críticas, particularmente dos governos da França e da Alemanha. O correspondente da BBC em Nova York disse que há uma forte pressão para que alterações sejam feitas no documento, o que pode atrasar a votação. Analistas dizem que os Estados Unidos precisam urgentemente da resolução que, aos olhos de países como Índia, Paquistão e Turquia, daria mais legitimidade para que esses nações possam participar da força multinacional. |
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