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EUA propõem novo papel para a ONU no Iraque
O secretário americano de Estado, Colin Powell, afirmou que os Estados Unidos vão apresentar ao Conselho de Segurança da ONU, nos próximos dias, um rascunho de uma resolução para ampliar o papel da organização no Iraque. Powell disse, após conversar com os ministros do Exterior da Rússia, França, Alemanha e Grã-Bretanha, que a reação inicial aos planos americanos – que prevêem a transformação da presença militar no país em uma força multinacional – havia sido positiva. "Nós estamos pedindo à comunidade internacional para que se junte a nós", disse Powell aos repórteres. Nos Estados Unidos, aumenta a preocupação com o custo da ocupação, enquanto que, no Iraque, o governo americano está sendo criticado por não ter conseguido evitar os ataques recentes. Powell afirmou que a nova resolução estará pedindo a criação de uma força multinacional sob o comando americano. E também irá pedir ao Conselho de Governo iraquiano para que estabeleça um cronograma para a realização de eleições. Enquanto os Estados Unidos manteriam um papel "dominante" politicamente e militarmente, a ONU teria mais participação em áreas como reconstrução e organização de eleições, segundo o secretário. Diplomatas em Londres acreditam que "não deverá haver uma votação dramática e repentina dentro de poucos dias" no Conselho de Segurança, mas os Estados Unidos esperam ter o texto apresentado antes do discurso que o presidente Goerge W. Bush fará à Assembléia Geral em três semanas. O correspondente da BBC na ONU, David Bamford, diz que há agora espaço para muita barganha, com uma grande preocupação de que a nova resolução não venha a endossar as ações dos Estados Unidos no Iraque até agora. 'Peso' Na quarta-feira, os Estados Unidos transferiram as responsabilidades pela segurança de uma região no centro do Iraque para tropas de 21 países, lideradas pela Polônia. A região inclui cidades como Najaf, onde na semana passada ocorreu um atentado que matou mais de cem pessoas. Segundo analistas no Iraque, os Estados Unidos estão ansiosos em divulgar que as tropas lideradas pela Polônia têm um caráter internacional, apesar de boa parte dos 21 países estar contribuindo com pouquíssimos soldados. De acordo com Justin Webb, da BBC em Washington, a idéia de abrir mais espaço para a presença da ONU no Iraque enfrenta resistência entre os chamados "falcões" do governo americano como Donald Rumsfeld (secretário de Defesa), Paul Wolfovitz (subsecretário de Defesa) e Dick Cheney (vice-presidente). Mas o correspondente afirma que Bush está disposto a deixar a ONU participar mais do Iraque, se isso for sinônimo de dividir o peso da reconstrução do país. O Congresso americano estima que o número de soldados americanos no Iraque terá de ser reduzido pela metade, caso os Estados Unidos queiram ter condições de enfrentar ameaças em outros locais. As operações no Iraque atualmente custam aos Estados Unidos US$ 3,9 bi ao mês. O governo americano espera que a nova resolução estimule a presença de tropas de países como Índia, Paquistão e Turquia no Iraque. |
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