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Atualizado às: 04 de setembro, 2003 - 18h56 GMT (15h56 Brasília)
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França e Alemanha criticam resolução dos EUA na ONU
Chirac e Schröder
Chirac e Schröder: críticas à resolução americana

O presidente francês, Jacques Chirac, e o chanceler alemão, Gerhard Schröder, disseram nesta quinta-feira que o esboço produzido pelos Estados Unidos da resolução que busca mais ajuda internacional para o Iraque não vai longe o suficiente.

Dando declarações após conversas na Alemanha, Chirac disse que a proposta americana "parece bem distante do que parece ser o objetivo primário, especificamente a transferência de responsabilidade política para um governo iraquiano o mais rápido possível".

No esboço publicado nesta quinta-feira, os Estados Unidos dizem que a ONU deve assumir um papel maior na preparação de um novo governo iraquiano, mas não cedem em termos do controle político e militar no país.

Os comentários foram feitos depois que o secretário da Defesa americano, Donald Rumsfeld, requereu que mais 10 mil soldados de forças internacionais desembarcassem no Iraque, como parte de uma força multinacional solicitada na resolução.

Segurança

Rumsfeld chegou ao Golfo Pérsico nesta quinta-feira para se reunir com o comando militar baseado no Iraque.

Falando aos jornalistas de dentro do avião, Rumsfeld disse que o Iraque não precisava de um número maior de tropas americanas em seu território, mas sim, de um maior envolvimento internacional na missão de garantir a segurança no país.

O comandante das forças americanas no Iraque, Ricardo Sanchez, declarou que não há soldados suficientes para patrulhar as fronteiras do país e também as longas rodovias, levantando a discussão sobre a necessidade de mais soldados no país.

Sanchez disse ainda que outros problemas podem surgir como conflitos internos entre grupos ou o surgimento de milícias religiosas ou étnicas.

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Ivanov, disse que os russos podem estudar a hipótese de enviar tropas de paz ao Iraque, sob a coordenação das Nações Unidas.

Mas o ministro completou dizendo que a decisão final vai depender do que chamou de “unidade da comunidade internacional”.

Enquanto Rumsfeld descarta a possibilidade do envio de mais tropas americanas ao Iraque, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, admitiu que está revendo o número de soldados que estão no Iraque.

O motivo seria o aumento da tensão na região e dos constantes ataques a tropas da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

Apesar disso, Blair tentou minimizar o problema e disse que a Grã-Bretanha não tomou nenhuma decisão sobre o envio de mais tropas do país ao Iraque, onde já estão cerca de 10 mil soldados britânicos.

Um jornal britânico divulgou nesta quinta-feria que ministro do Exterior, Jack Straw, defendeu a necessidade do reforço militar no Golfo.

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