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Rumsfeld: Iraque precisa de mais tropas, mas não dos EUA
O secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, admitiu a necessidade de aumentar o número de tropas no Iraque, mas disse que o reforço deve vir de outros países ou dos próprios iraquianos - e não dos Estados Unidos. "Este é o país deles. Eles vão ter de garantir a segurança", afirmou Rumsfeld a bordo de um avião da Força Aérea horas antes de chegar ao Kuwait, onde está neste momento. Segundo o secretário de Defesa, treinar e equipar forças iraquianas é melhor do que enviar mais tropas americanas. Rumsfeld está no Golfo Pérsico justamente para discutir, com comandantes militares do Iraque e do Afeganistão, as operações militares americanas na região. Nova resolução Rumsfeld falou pouco sobre as negociações entre Estados Unidos e outros países sobre uma nova resolução da ONU que poderia ampliar o papel da organização no Iraque pós-guerra. Alguns países, como a Índia, se negam a enviar tropas sem uma resolução clara da ONU. Nesta quarta-feira, o secretário de Estado americano, Colin Powell, afirmou - após consultas com os ministros do Exterior da Rússia, França, Alemanha e Grã-Bretanh - que os Estados Unidos vão apresentar o rascunho de uma resolução ao Conselho de Segurança nos próximos dias. Segundo analistas, um dos principais objetivos da resolução seria abrir caminho para que outros países enviem tropas para ajudar as forças de ocupação no Iraque. Rumsfeld disse estimar que outros países possam fornecer mais dez mil homens. Atualmente há 140 mil tropas americanas, além de 22 mil de 29 países. O secretário de Defesa negou relatos de que ele resistia a uma nova resolução da ONU, mas deixou claro que ele e, pelas suas palavras, todo o governo americano rejeitam a idéia de uma força de paz comandada pela ONU. "Isso não está no jogo", afirmou. No entanto, Rumsfeld disse que países que fornecerem tropas e dinheiro terão voz nas operações militares e na administração civil do Iraque. "À medida que os países oferecem tropas, apoio e dinheiro, eles têm um lugar na mesa." Segundo analistas, com a resolução, os Estados Unidos também querem compartilhar o ônus da reconstrução do país. As operações no Iraque atualmente custam aos Estados Unidos US$ 3,9 bilhões ao mês. |
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