BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 03 de setembro, 2003 - 19h02 GMT (16h02 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Resolução elevaria tropas em até 60 mil homens, diz analista

O presidente dos EUA George W. Bush
Bush teria aprovado a resolução, que pode ser votada logo

A nova resolução que os Estados Unidos querem encaminhar ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), com o objetivo de aprovar uma maior participação internacional no Iraque, poderia levar a um aumento do número de tropas em até 60 mil no Iraque, de acordo com a análise do cientista político Marco Vicenzino, do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, em Washington.

"Isso pode melhorar a segurança no Iraque, o que seria muito bom neste momento para o governo Bush", disse Vicenzino em entrevista à BBC Brasil.

Hoje, os Estados Unidos contam com 140 mil soldados no Iraque. Pela nova resolução, países como Turquia, Paquistão e Índia enviariam, cada um, entre 10 mil e 20 mil tropas, aumentando consideravelmente a presença militar no país.

Mas os analistas, no entanto, divergem quanto à hipótese de uma maior presença de tropas e um trabalho mais conjunto na reconstrução do país levarem à melhora da segurança do Iraque, fazendo com que o governo de George W. Bush fosse menos criticado internamente e internacionalmente em relação à sua política externa.

Segurança

Segundo o analista, Bush deseja ver a resolução sair do papel por dois motivos: o governo americano precisa incrementar a segurança no Iraque e precisa dividir os custos da reconstrução do país, que hoje são calculados em US$ 100 bilhões.

"No fim da guerra, a administração americana não esperava a violência que se instalaria no país. Essa insegurança está impedindo a reconstrução econômica com sabotagens, ataques a poços de petróleo e impedimento que funcionários de empresas viajem ao Iraque, com medo de morrer", diz Vicenzino.

Para o cientista político, uma vez que o problema da segurança for resolvido, o trabalho de reconstrução do Iraque ficará mais fácil.

"Aí, Bush pode recuperar-se das críticas internas que vem sofrendo da opinião pública e de políticos americanos, que são muito prejudiciais à medida em que a reeleição de 2004 se aproxima", afirma Vicenzino.

Credibilidade

Já o cientista político Viriato Soromenho Marques, da Universidade de Lisboa, acha que será muito difícil o governo Bush recuperar a credibilidade perdida.

"A forma com a qual os Estados Unidos lidaram com a questão do Iraque foi desastrosa. Essa virada na opinião de Bush em relação à presença da ONU no país representa uma erosão da política externa americana que pode ser irreparável", avalia Soromenho Marques.

O cientista político acha que, desde que tomou o poder em 2000, o governo Bush não viveu em um momento tão frágil.

"Além da questão iraquiana, Bush ainda não conseguiu realizar uma das suas principais promessas relacionadas à política externa: a implementação do plano de paz para o Oriente Médio", afirma.

Para o cientista, a "sorte" do atual governo é a ausência de uma liderança democrata forte, que poderia ameaçar Bush nas reeleições do ano que vem.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade