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Atualizado às: 04 de setembro, 2003 - 12h55 GMT (09h55 Brasília)
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Blair admite ampliação de tropas no Iraque
Soldado britânico e menino iraquiano
Soldados britânicos procuram ter um bom relacionamento com a população iraquiana

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, admitu que está revendo o número de soldados que estão no Iraque.

O motivo seria o aumento da tensão na região e dos constantes ataques a tropas da coalizão lideradas pelos Estados Unidos.

Apesar disso, o primeiro-ministro tentou minimizar o problema e disse que a Grã-Bretanha não tomou nenhuma decisão sobre o envio de mais tropas do país ao Iraque.

Ele afirmou que há uma "situação grave" no Iraque, mas que um pequeno grupo de extremistas, não iraquianos comuns, é que é responsável pela recente onda de ataques a forças de coalizão militar que ocupa o país.

Um jornal britânico divulgou nesta quinta-feria que ministro do Exterior, Jack Straw, defendeu a necessidade do reforço militar no Golfo.

"Terroristas de fora"

Blair afirmou que não se deve exagerar a importância da revisão do número de soldados pois, segundo ele, esse número está sendo constantemente discutido.

O premiê disse que há 25 países diferentes comprometidos a enviar tropas ao Iraque – onde estão, no momento, 10 mil soldados britânicos.

Onze soldados britânicos e mais de 60 soldados americanos morreram em ação desde que o presidente George W. Bush declarou oficialmente o fim da ofensiva, no dia primeiro de maio.

Blair afirmou: "Não se trata de forças americanas e britânicas contra o povo iraquiano. Os ataques terroristas que estão ocorrendo não são obra de iraquianos comuns. Trata-se de forças britânicas e americanas e da grande maioria dos iraquianos contra um pequeno número de partidários de Saddam e de um número crescente de grupos terroristas vindo de fora".

Segundo Blair, extremistas que realizaram ataques extremistas, inclusive "o horrendo assassinato" do representante especial das Nações Unidas Sérgio Vieira de Mello, não querem que o Iraque prospere.

A resposta da coalizão deveria ser "não relaxar mas redobrar nossos esforços", disse o primeiro-ministro, destacando iniciativas para transferir a responsabilidade de algumas áreas para o Conselho Governativo do Iraque.

Rússia

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Ivanov, disse que não descarta a possibilidade de enviar um contingente de soldados russos para o Iraque sob a liderança da ONU.

Segundo a agência de notícias russa Interfax, Ivanov disse que a decisão final vai depender do que ele chamou de unidade da comunidade internacional.

Na quarta-feira, o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, admitiu a necessidade de aumentar o número de tropas no Iraque, mas disse que o reforço deve vir de outros países ou dos próprios iraquianos - e não dos Estados Unidos.

"É o país deles. Eles vão ter de garantir a segurança", afirmou Rumsfeld, horas antes de chegar ao Kuwait, país que visita nesta quinta-feira.

Rumsfeld está no Golfo Pérsico para discutir, com comandantes militares do Iraque e do Afeganistão, as operações militares americanas na região.

Segundo o secretário de Defesa, treinar e equipar forças iraquianas é melhor do que enviar mais tropas americanas ao país.

Nova resolução

Rumsfeld falou pouco sobre as negociações entre Estados Unidos e outros países para o lançamento de uma nova resolução da ONU que poderia ampliar o papel da organização no Iraque pós-guerra.

Alguns países, como a Índia, se negam a enviar tropas sem uma resolução clara da ONU.

Na quarta-feira, o secretário de Estado americano, Colin Powell, afirmou - após consultas com os ministros do Exterior da Rússia, França, Alemanha e Grã-Bretanha - que os Estados Unidos vão apresentar o rascunho de uma resolução ao Conselho de Segurança nos próximos dias.

Segundo analistas, um dos principais objetivos da resolução seria abrir caminho para que outros países enviem tropas para ajudar as forças de ocupação no Iraque.

Rumsfeld estima que outros países possam fornecer mais dez mil homens. Atualmente há 140 mil soldados americanos, além de outros 22 mil de 29 países diferentes.

O secretário de Defesa americano negou relatos de que ele resistia a uma nova resolução da ONU, mas deixou claro que ele (e, pelas suas palavras, todo o governo americano) rejeita a idéia de uma força de paz comandada pela ONU.

No entanto, Rumsfeld disse que países que fornecerem tropas e dinheiro terão voz nas operações militares e na administração civil do Iraque.

"À medida que os países oferecem tropas, apoio e dinheiro, eles têm um lugar à mesa."

Segundo analistas, com a resolução, os Estados Unidos também querem compartilhar o ônus da reconstrução do país.

As operações no Iraque atualmente custam aos Estados Unidos US$ 3,9 bilhões por mês.

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