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Oposição e Chávez disputam apoio de Lula na Venezuela
Tanto o governo como a oposição da Venezuela disputam nesta terça-feira as atenções do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua visita oficial de menos de 24 horas ao país. Os dois lados da política venezuelana recebem com entusiasmo – e esperança – a presença do presidente brasileiro. Os opositores, que querem a saída de Hugo Chávez da Presidência, vão pedir a Lula a convocação de uma reunião do Grupo de Amigos da Venezuela (Chile, Espanha, Estados Unidos, México, Portugal e Brasil), para que pressione pela realização do referendo que decidirá o futuro do presidente venezuelano. Com Chávez, Lula participa de inúmeras atividades em Caracas e Puerto Ordaz, a 500 km da capital, onde visitarão as obras da segunda ponte sobre o rio Orinoco. O encontro dos dois culmina com a assinatura de dois acordos bilaterais e uma declaração conjunta. A imprensa local tem dado grande destaque à visita do presidente brasileiro. Na televisão estatal, um comercial divulgado durante a programação normal chama a atenção. Com o samba-enredo, de 1986, da escola carioca Caprichosos de Pilares de fundo musical, "Brasil com Z não seremos jamais, ou seremos?", a propaganda diz que o Brasil é um dos países mais industrializados da América e destaca os produtos exportados pelo país. E encerra: "Venezuela dá as boas-vindas ao presidente da nação brasileira, Luiz Inácio Lula da Silva. Brasil: povo irmão, amigo." Referendo Do lado da oposição, a Coordenadora Democrática apresentou ontem um comunicado, destacando a liderança de Lula e pedindo para que ele pressione Chávez a honrar os compromissos do acordo feito em maio para que o referendo possa ser realizado. "Como presidente do país coordenador do Grupo de Amigos, Lula precisa ter a convicção de convocar uma reunião especial do Grupo de Amigos, porque estamos próximos de encontrar uma solução nos moldes que eles tinham proposto", disse Jesus Torrealba, um dos principais líderes da Coordenadora Democrática, que acredita no apoio do presidente brasileiro à realização do referendo no qual o povo venezuelano poderá decidir se mantém ou não o presidente Chávez no poder por mais três anos. "O grupo tomou uma decisão que concordamos, de chegar a uma saída pacífica, democrática, institucional e eleitoral, inspirada em resolução do conselho permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA)." No comunicado, a oposição também pede ao presidente que "coloque a relação do governo em um contexto mais amplo e permanente que a mera conjuntura da cooperação brasileira na superação da crise atual". O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Roy Chaderton, disse que "a visita de Lula é uma confirmação dos resultados proveitosos do esforço intenso que a Venezuela faz junto a um país tão influente, não apenas na América Latina, como em todo o mundo". Segundo Chaderton, o governo venezuelano tem uma grande interesse em estimular as relações com o Brasil e com o restante do continente latino-americano. Lula chegou à Venezuela no início da madrugada desta terça-feira e deve voltar ao Brasil no final da tarde. |
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