|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares pedem referendo na Venezuela
Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas de Caracas, capital da Vezenuela, para pedir um referendo sobre o mandato do presidente Hugo Chávez. Na primeira tentativa formal de tirar o presidente do poder, grupos de oposição entregaram a autoridades eleitorais uma petição assinada por mais de 2,5 milhões de pessoas. Segundo a Constituição da Venezuela, um referendo sobre o presidente só pode ser realizado depois da metade de seu mandato de seis anos, que foi completada na terça-feira. Da Argentina, Chávez disse à agência de notícias Associated Press, que as assinaturas "parecem ser ilegais sob qualquer prisma. Elas não seguem os requerimentos constitucionais". Abuso de poder Os críticos do regime acusam Chávez (eleito em 1998 e releito dois anos mais tarde) de abusar do poder e conduzir o país para uma crise econômica. O líder da oposição, Timoteo Zambrano, disse à BBC que o governo não tem autoridade para rejeitar o referendo, que é responsabilidade do Conselho Nacional Eleitoral. Mas Chávez disse: "A oposição deve recuperar a razão e buscar um bom líder, o que eles não têm porque ficam mordendo uns os outros". Em junho, o presidente já havia dito que referendos sobre os governos regionais da Venezuela deveriam ser realizados antes do dele porque já teriam sido pedidos anteriormente. Os simpatizantes de Chávez, que também planejam manifestações, dizem que a oposição quer tirar o presidente do poder para evitar o que chamam de "reformas sociais drásticas". A oposição chegou a criar um impasse com o governo e promover uma greve geral de mais de dois meses entre o fim do ano passado e o começo deste pedindo a realização desse referendo, mas acabou aceitando a disposição constitucional e decidiu esperar até agora. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||