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Atualizado às: 24 de agosto, 2003 - 03h58 GMT (00h58 Brasília)
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Chávez diz que vai tentar presidência pela 3ª vez

Chávez levou milhares de pessoas às ruas
Muitos manifestantes viajaram até a capital para o evento

Uma multidão comemorou neste sábado, em um dia tumultuado em Caracas, a metade do segundo mandato de seis anos do presidente Hugo Chávez, que anunciou que tentará se reeleger novamente, para gobernar a Venezuela entre 2007 e 2013.

O anúncio de Chávez foi feito três dias depois de outra manifestação – também de grande extensão – pedindo um plebiscitopara tirar o presidente do poder ainda neste ano.

"A maré revolucionária", como foi chamada a passeata, teve a participação de milhares de pessoas das camadas mais pobres da população da capital venezuelana e também de outras partes do país.

O ponto alto do evento, numa avenida no centro de Caracas, foi considerado pelo vice-presidente José Vicente Rangel "a manifestação popular mais impressionante na maior passeata da história".

Não há confirmação independente, mas os organizadores asseguram que conseguiram reunir dois milhões de pessoas. Uma delas morreu ao cair das grandes de um edifício.

Chávez anuncia que quer governar Venezuela até 2003
Chávez liderou a manifestação 'vermelha'

Chávez lamentou o ocorrido e também um corte de energia, que o obrigou a interromper seu discurso de quatro horas por 40 minutos.

Mesmo assim, o presidente não deixou de desqualificar a manifestação de quarta-feira, que segundo seus organizadores reuniu quase dois milhões de pessoas

Divisão

Analistas independentes disseram, no entanto, que os locais escolhidos por "antichavistas" e "chavistas" não têm capacidade física de abrigar as multidões anunciadas.

Na manifestação de Chávez, o vermelho predominou nas boinas, roupas e baixas que foram levadas junto com bandeiras da Venezuela, de Cuba e de outros países – entre eles o Chile, numa homenagem aos 30 anos do golpe que derrubou o presidente Salvador Allende.

Junto às bandeiras, se destacaram fotos de Allende, de Fidel Castro e do própio Chávez, além de outras de Ernesto "Che" Guevara e de Simón Bolívar, responsável pela libertação do norte da América do Sul das mãos dos espanhóis.

Protegidos por cerca de três mil policiais, os manifestantes gritavam palavras de ordem como "Chávez não vai embora", "é assim que se governa" e "Chávezos deixa loucos".

O aparato de segurança contou com atiradores de elite posicionados em pontos estratégicos para evitar a ação de franco atiradores, que provocaram vítimas em outras manifestações.

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