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Taylor chega para exílio na Nigéria após renúncia
O ex-presidente liberiano Charles Taylor chegou nesta segunda-feira à Nigéria, onde deve permanecer exilado, horas depois de renunciar ao poder, para cumprir o acordo que prevê o fim de mais de uma década de guerra civil na Libéria. Antes de embarcar em um avião nigeriano, Taylor acenou com um lenço branco para um grupo de simpatizantes, que choravam pela partida do líder. Horas antes, o ex-presidente entregou o posto ao vice, Moses Blah, que deve permanecer interinamente no cargo até outubro. Logo após a renúncia de Taylor, as ruas da capital da Libéria, Monróvia, foram cenário de celebrações pela partida do polêmico presidente. Tom desafiador Taylor, pressionado a renunciar pelos Estados Unidos e por líderes do oeste da África, adotou um tom desafiador durante a cerimônia de posse do presidente interino em Monróvia. "A história será boa para mim. Sei que cumpri minhas obrigações", disse o ex-presidente, que descreveu a si mesmo como um "cordeiro que se sacrifica" e sugeriu ser uma vítima dos interesses americanos. Taylor também afirmou que qualquer novo governo na Libéria deve ser escolhido pelo povo liberiano. "Se Deus quiser, eu voltarei", concluiu o líder liberiano, antes de entregar a faixa presidencial verde a Moses Blah. Ao assumir o cargo, Blah fez um apelo pela paz, pedindo que os rebeldes cooperem com o governo da Libéria. A renúncia de Taylor foi uma das principais exigências das forças rebeldes, que avançaram em direção à capital liberiana nas últimas seis semanas e insistiam que o presidente deveria partir para o exílio. "Para nós, no Lurd, a guerra está encerrada", disse Sekou Fofana, porta-voz do grupo Liberianos Unidos pela Reconciliação e Democracia (Lurd), à agência Reuters. |
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