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Perfil: O novo presidente da Libéria
Moses Blah nasceu no dia 18 de abril de 1947 na cidade de Toweh Town, um pequeno vilarejo no noroeste do país, perto da fronteira com a Costa do Marfim. Ele completou o ensino médio na escola pública de Tappeta, em 1967. Sua educação superior incluiu estágios em Hamburgo, na Alemanha, e um colégio militar na Líbia, de 1985 a 1989. No fim de 1989, ele acompanhou um número pequeno de exilados liderados por Charles Taylor para iniciar a guerra contra o governo do sargento Samuel Doe, que acabou derrubado. Controle Quando a Frente Nacional Patriótica, de Taylor, conseguiu tomar o controle de toda a Libéria, exceto a capital Monróvia, Blah atuou no movimento realizando várias funções, inclusive a de inspetor geral. Antes de ser apontado como vice-presidente em junho de 2000, Blah foi embaixador da Libéria na Líbia e na Tunísia por três anos. Em junho deste ano, houve uma fissura no relacionamento de presidente e vice. Blah foi acusado por Taylor de tentar tomar o poder através de sua influência na embaixada americana. Ele negou veementemente essa acusação. O problema ocorreu quando Taylor, no momento em que participava da abertura das conversas de paz da Libéria em Gana, em 4 de junho, foi condenado pelo Tribunal Internacional de Serra Leoa. Uma ordem de prisão foi emitida e um vácuo de poder parece ter sido criado. Taylor voltou para casa, mas Blah foi forçado a renunciar, mantido em prisão domiciliar, voltando depois a ocupar seu posto. "Além de não ser uma pessoa ambiciosa, eu nunca trairei o presidente Taylor; ele é meu irmão revolucionário. Estamos juntos há muito tempo", disse ele na época. Homem de família e religioso, Blah é batista, casado com Nettie e tem muitos filhos e netos. Ele já viajou muito pela África, Europa e Ásia, é fluente em alemão, francês e árabe, e entre seus hobbies está a fotografia. O correspondente da BBC em Monróvia Jonathan Paye-Layleh descreve Blah como um homem muito simples. "Se você não conhecer Moses Blah e tentar procurá-lo usando como parâmetro o glamour normalmente associado aos líderes africanos, você correrá o risco de ficar desapontado", disse o correspondente. |
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