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Atualizado às: 11 de agosto, 2003 - 06h13 GMT (03h13 Brasília)
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Presidente da Libéria prepara a sua renúncia
Taylor: "Se Deus quiser eu vou voltar"
Taylor: "Se Deus quiser eu vou voltar"

O presidente da Libéria, Charles Taylor, se prepara para deixar o poder nesta segunda-feira, após um discurso em que se disse vítima de uma conspiração liderada pelos Estados Unidos.

Ele deve entregar ao cargo ao seu vice-presidente, Moses Blah, às 12h GMT (9h, no horário de Brasília).

"A solução para a Libéria não pode ser o presidente dos Estados Unidos pedir ao presidente da Libéria para partir", afirmou Taylor, em discurso em rede nacional no domingo.

No entanto, em tom de despedida, o presidente reiterou que vai "sacrificar a sua Presidência" para conter mais violência no país.

Nigéria

Taylor não revelou quando pretende deixar a Libéria. A Nigéria, que lidera a força de manutenção de paz que começa a chegar ao país, se ofereceu para recebê-lo em seu exílio.

Autoridades de países do oeste da África dizem que Moses Blah deve ficar na presidência por pouco tempo, talvez apenas por alguns dias.

Um novo presidente interino liberiano deve ser escolhido em negociações de paz em Gana.

A cerimônia que marcará o fim do governo de Charles Taylor será presenciada por líderes africanos, entre eles o presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, de Moçambique, Joaquim Chissano, e de Gana, John Kufuor of Ghana.

No discurso de domingo, Taylor criticou os americanos mas afirmou que cederá às pressões de Washington por sua saída para poupar a população de mais sofrimento.

"Eu paro agora, porque acima de todos, vocês, o povo, é que contam", disse o presidente em um pronunciamento feito de sua casa.

Retorno

Ele encerrou o discurso, porém, prometendo voltar: "Se Deus quiser, eu estarei de volta".

No sábado, Taylor, já havia dito que a sua renúncia era um "estupro à democracia".

A comunidade internacional pressiona Taylor, que é acusado por crimes de guerra pelo seu envolvimento na guerra civil de Serra Leoa, a deixar a Libéria.

Segundo o correspondente da BBC na Libéria, Barnaby Philipps, não se sabe como grupos rebeldes vão reagir à eventual saída de Taylor. O grupo Model, por exemplo, não reconhece a autoridade de Blah.

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