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Atualizado às: 08 de agosto, 2003 - 16h43 GMT (13h43 Brasília)
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Líderes rebeldes da Libéria fazem novas exigências
Tropas de paz em Monróvia
As tropas de paz foram saudadas com festa nas ruas de Monróvia

Líderes rebeldes liberianos acusaram nesta sexta-feira o presidente da Libéria, Charles Taylor, de lançar novos ataques e ameaçaram retaliar.

Um dos comandantes rebeldes, Sekou Fofana, vice-secretário-geral do grupo Liberianos Unidos pela Reconciliação e Democracia (Lurd), disse que as suas tropas não vão respeitar um governo interino encabeçado pelo vice-presidente Moses Blah, caso Taylor deixe a Libéria.

As acusações ocorreram pouco antes da reunião entre os rebeldes e o embaixador americano em Monróvia, que tenta conseguir a aprovação para a entrada das tropas de paz nigerianas na parte da capital liberiana controlada pelos rebeldes.

Com a autorização, as tropas de paz levariam alimentos e remédios para as áreas rebeldes, além de garantir acesso ao porto, que também está sob controle rebelde.

Interino

Fofana afirma que as tropas comandadas por Taylor atacaram a cidade de Arthington, a 40 quilômetros da capital.

Na quinta-feira, os soldados nigerianos foram recebidos com festa nas ruas ao começar as patrulhas em Monróvia – as primeiras desde a chegada ao país na segunda-feira.

Nas áreas controladas pelo governo, faltam água e comida, e muitos doentes e feridos de ambos os lados necessitam de ajuda.

Os rebeldes já afirmaram que a ajuda humanitária poderá ser realizada pelo porto, mas dizem que não vão recuar enquanto o presidente Taylor não deixar o país.

As agências humanitárias pretendem cruzaram a linha de batalha pela primeira vez nesta sexta-feira.

"Esperamos chegar a pelo menos quatro lugares, para onde sabemos que os feridos estão sendo recolhidos. Queremos retirar os casos de emergência para cirurgias", disse Jordi Raich, diretor da missão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

A Cruz Vermelha também fez um apelo geral pedindo autorização de passagem para as agências humanitárias.

"Os liberianos estão sendo negligenciados de forma poucas vezes vista até mesmo na África", criticou Reich.

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