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Rebeldes e soldados se abraçam na Libéria
Integrantes de grupos rebeldes e forças leais ao presidente Charles Taylor atravessaram a linha de frente nesta terça-feira para se abraçar na capital da Libéria, Monróvia. O correspondente da BBC na cidade, Barnaby Phillips, disse que jovens desarmados e aparentemente drogados caminharam de pontos opostos da ponte Gabriel Tucker para se encontrar no meio dela, gritando "Nós queremos paz". Ele afirma que os moradores de Monróvia estão gratos pela ausência de tiroteios e confrontos que devastaram a cidade nas últimas quatro semanas. Os soldados nigerianos que chegaram ao país na segunda-feira ainda não saíram do aeroporto de Robertsfield, que fica a 40 quilômetros da capital, e trabalhadores de agências de ajuda humanitária afirmam que as condições de vida dos moradores continuam difíceis. Sem casa "Quando os soldados nigerianos (que fazem parte da força de paz enviada pelos países da África Ocidental) chegaram, as pessoas tinham muita expectativa, elas dançavam e cantavam no aeroporto, mas até agora o cerco continua", disse Jordi Raigh, do comitê internacional da Cruz Vermelha na cidade. Cerca de 250 mil pessoas estão sem ter onde morar em Monróvia e precisando urgentemente de comida, água e remédios. A agência de notícias Associated Press informou, no entanto, que vários suprimentos começam a chegar no aeroporto da capital, juntamente com os primeiros soldados da força de paz. O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, disse ter conversado com o presidente liberiano, Charles Taylor, por telefone. Taylor teria lhe dito que deixará o país e seguirá para a Nigéria um dia depois de renunciar – o que está previsto para ocorrer no dia 11 de agosto. No fim de semana, o presidente liberiano havia afirmado que iria renunciar em favor do vice Moses Blah, mas não tinha dito se iri aceitar a oferta de asilo feita pelo governo da Nigéria. Enquanto isso, o governo liberiano entrou com um recurso na Corte Internacional de Justiça em Haia, na Holanda, contra o mandato lançado pelo tribunal que investiga a guerra civil na Serra Leoa para a prisão de Taylor, que é acusado de participar do conflito no país vizinho. Navios americanos Na sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York, já começaram as negociações entre a organização e uma séria de países que poderão contribuir para uma futura força de paz da própria ONU na Libéria. Fontes diplomáticas afirmam que Índia, Paquistão, Bangladesh e África do Sul, assim como vários países da África Ocidental, já indicaram que estão dispostos a colaborar. A força de paz da ONU deverá substituir os 3 mil soldados enviados pelos países da África Ocidental até 1º de outubro. Os Estados Unidos têm dois navios na costa da Libéria e outro que segue em direção ao país, com cerca de 3 mil soldados a bordo. Um porta-voz do presidente americano, George W. Bush, disse que o envio completo dessa primeira força de paz pelos países da África Ocidental ainda deve levar alguns dias e que os Estados Unidos irão acompanhar o processo de perto. Mas o porta-voz insistiu que o presidente Charles Taylor deve deixar a Libéria antes que soldados americanos sejam enviados ao país. |
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