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ONU negocia forças de paz para a Libéria
A ONU (Organização das Nações Unidas) iniciou negociações com vários países que poderão vir a contribuir com a força de paz a ser enviada pela organização à Libéria. Fontes diplomáticas afirmam que Índia, Paquistão, Bangladesh e África do Sul, assim como outro países da África Ocidental, já indicaram que estão dispostos a cooperar. As tropas da ONU deverão substituir a atual força de paz – composta principalmente de nigerianos – enviada pelos países da África Ocidental, no máximo, a partir de primeiro de outubro. As negociações tiveram início à medida em que os mais de cem soldados nigerianos foram recebidos com festa pela população da capital Monróvia na segunda-feira. Em etapas O grupo avançado de nigerianos não deverá fazer incursões pela zona de guerra até que os mais de 3 mil soldados da tropa de paz completa enviada pelos países da África Ocidental tenham chegado em solo liberiano. O assessor do secretário-geral da ONU para assuntos relacionados a Forças de Paz, Hedi Annabi, disse que a missão a ser enviada, depois, pela organização deverá ser semelhante, em tamanho, ao contingente de 17 mil soldados enviados recentemente à Serra Leoa. "De certa forma, os problemas que nós iremos enfrentar na Libéria não são completamente diferentes, e nós iremos provavelmente decidir no formato e tamanho da nova força de paz de forma semelhante (ao que foi feito na Serra Leoa)", afirmou Annabi. A resolução autorizando o envio de uma força multinacional para restaurar a paz na Libéria foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira. Mas Hedi Annabi avisa que a força da ONU pode não estar pronta até outubro. "Nós não devemos nos apressar em enviar tropas que não estão preparadas, porque isso pode ter efeitos desastrosos, como ocorreu em Serra Leoa em maio de 2000", afirmou Annabi. Ele se referia ao sequestro de cerca de 500 soldados indianos que faziam parte da força de paz da ONU por rebeldes da Serra Leoa – incidente que, segundo analistas, teria prejudicado a imagem da organização. Retirada Sekou Damate Conneh, líder de um dos grupos rebeldes (conhecido pela sigla Lurd), anunciou que seus combatentes sairiam de Monróvia assim que as forças de paz chegassem. O presidente da Libéria, Charles Taylor, disse que vai renunciar ao cargo no dia 11 de agosto, mas não deixou claro quando vai deixar o país – a Nigéria já se ofereceu para recebê-lo em seu exílio. Muitos moradores de Monróvia esperam que os Estados Unidos enviem soldados também. Eles manifestam esperança de que o conflito termine agora que as tropas começaram a chegar. Moradores do bairro de West Point imprimiram camisetas em que, na frente, agradecem a Deus pela chegadas dos soldados africanos. Nas costas, carregam os dizeres: "Enfim, a paz". Americanos Washington afirma que só vai participar da missão, aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU na sexta-feira, depois que o presidente Taylor partir. Os americanos doaram US$ 10 milhões (cerca de R$ 30 milhões) para financiar o início das operações das tropas de paz. Navios de guerra americanos estão ancorados na região, prontos para se aproximar da costa do país quando as tropas de paz chegarem. Centenas de civis foram mortos desde que as lutas entre o governo e forças rebeldes alcançaram a capital, Monróvia, em junho, depois de três anos de guerra civil. Milhares de pessoas estão lutando por espaço no centro da capital e se arriscando quando saem em busca de água e comida. O Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas já iniciou uma operação de emergência para levar alimentos de avião para a cidade. |
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